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Filme: Onde está segunda?

24 março 2018
Onde está Segunda?
Título original: What happened to Monday?
Duração: 2h04min
Direção: Tommy Wirkola
Elenco: Noomi Rapace, Glenn Close, Willen Defoe.
Disponível na Netflix. 

Sinopse por Adoro Cinema: 2073. O aumento crescente da população faz com que os recursos naturais da Terra se tornem cada vez mais escassos, especialmente após a América do Sul tornar-se um imenso deserto. A saída é investir em alimentos geneticamente modificados, de forma a ampliar a produção em um espaço físico cada vez mais limitado. Entretanto, tal iniciativa gera como efeito colateral o nascimento cada vez maior de gêmeos, o que aumenta ainda mais o problema da superpopulação. Neste contexto, Nicolette Cayman (Glenn Close) surge com uma proposta drástica: cada casal pode ter apenas um filho, e os irmãos são confinados em ambiente criogênico para serem despertados quando a situação do planeta estiver sob controle. Todos os países adotam esta proposta, com a criação de uma agência implacável que fiscaliza os cidadãos através de pulseiras eletrônicas. Apesar de tamanha vigilância, Terrence Settman (Willem Dafoe) consegue salvar a vida de suas sete netas fazendo com que elas se revezem nos dias da semana, de forma que todas assumam o codinome Karen Settman - o mesmo nome de sua mãe, que faleceu no parto. Trinta anos depois, as sete irmãs seguem esta rígida rotina até que uma delas, Segunda (Noomi Rapace), misteriosamente não retorna para casa.

Olá, tudo bem?
Sei que a sinopse já dá uma boa introdução, mas vou tentar resumir pra vocês: em um contexto de superpopulação e miséria mundial, cria-se uma nova lei que diz que cada mulher pode ter apenas um filho e que se tiver outros filhos, estes devem ser congelados criogenicamente (adormecidos cientificamente) para acordar num suposto futuro melhor.

Antes de morrer, uma mulher dá à luz sete filhas, nomeadas de acordo com os dias da semana: Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo. Para que as outras seis não precisem ser congeladas, o avô das meninas as ensina a se passarem pela mesma pessoa, chamada Karen Settman. Cada uma pode sair do apartamento onde moram apenas um dia da semana (o dia equivalente ao seu nome), ou seja, a Segunda sai de casa apenas nas segundas-feiras, a Terça apenas nas terças-feiras, etc.



Logo no início, conhecemos as sete irmãs e vemos que elas tem personalidades bem diferentes, apesar de ter que fingir ser a mesma pessoa. Na rua, elas vestem terninhos e trabalham em um banco, mas em casa elas podem ser quem realmente são, com cabelos e roupas diferentes.

Segunda: ela não aparece muito no início do filme, aparece depois, mas se eu contar é spoiler;
Terça: ela parece ser um tanto amedrontada e está sempre chapada;
Quarta: é toda fitness, enquanto está em casa, está sempre fazendo algum exercício;
Quinta: é um tanto revolucionária, discordando do tipo de vida que ela e as irmãs levam, mas quando o calo aperta, se coloca em posição de líder;
Sexta: a nerd do grupo, é ótima com contas e com computação;
Sábado: tem o cabelo descolorido, parece ser a mais festeira e namoradeira;
Domingo: parece ser retraída e tímida ao mesmo tempo em que parece tomar conta das outras.

Acontece que na segunda-feira à noite, Segunda não volta para casa. Sem saber o que fazer (já que não podem sair de casa para procurá-la), na terça-feira, Terça vai trabalhar normalmente, enquanto as outras irmãs ficam no apartamento acompanhando-a por uma escuta, mas acontece que Terça também some. A partir daí, as irmãs começam a tentar entender o que está acontecendo e ao mesmo tempo fugir de quem as está perseguindo.


Esse filme é uma ficção cientifica distópica com muita ação, tem corridas alucinantes, tiroteios e mortes para todo o lado, mas também tem um lado sentimental e científico por trás, o que funcionou muito bem. É bastante realista, mostrando um 2073 bem obscuro e pobre, onde a superpopulação (que já é real atualmente em alguns países) e a miséria tomaram conta do mundo.

O que mais gostei foi da atuação da Noomi Rapace, que consegue interpretar sete irmãs com personalidades extremamente diferentes, mas que tem que se passar pela mesma pessoa. Falando nisso, o fato das irmãs estarem sendo descaracterizadas durante os dias me chamou a atenção, pois elas estavam perdendo suas características pessoais, suas individualidades. A Quinta era a personagem que se rebelava contra isso também, ela queria poder sair quando quisesse, fazer o que achasse melhor, ser ela mesma.

Desculpa, eu não sei quem eu sou. 

O personagem que Willem Defoe interpreta, o avô das meninas, também merece um espacinho aqui. ele conseguiu esconder as netas e ainda ensiná-las a se proteger. Claro que a gente pode ficar em dúvida sobre ele ser "herói" ou "vilão" (ninguém é, não é mesmo), pois apesar de ter salvo as netas do congelamento, elas as fez viverem um tipo de vida não saudável psicologicamente, na verdade elas viviam "vidas negadas", onde tinham que viver de acordo com as regras do sistema, sem fazer o que queriam, ou até sem ser o que realmente eram.

Para mim, o filme peca apenas em um sentido: a coerência. Sabe aquilo de "isso com certeza não aconteceria na vida real"? É isso. Como em uma parte na qual a mulher esta toda ensanguentada e machucada e cinco minutos depois estar limpa e maquiada sem ter tomado banho nem nada. Ou também o fato de existirem apartamentos enormes em um contexto de superpopulação. Mas a gente releva essas coisas quando o filme é bom, não é mesmo? 

Enfim, faz tempo que queria ter assistido esse filme e adorei ter assistido agora. Adorei as interpretações, embora a Glenn Close pudesse ter sido melhor utilizada, e também adorei o enredo. Recomendo! Beijos ♥

Resenha: A Conquista - Elle Kennedy.

08 janeiro 2018
A conquista
#4 Off-Campus / Amores Improváveis
Autora: Elle Kennedy
Páginas: 336
Editora: Paralela

De todos os jogadores do time de Hóquei da universidade de Briar, John Tucker se destaca por ser o mais sensato, gentil e amável. Diferente de seus amigos mulherengos, ele sonha mesmo é com uma vida tranquila- esposa, filhos e, quem sabe um dia, abrir um negócio próprio. Mas nem mesmo o cara mais calmo do mundo estaria preparado para o turbilhão de emoções que ele está prestes a enfrentar. Sabrina James é a pessoa mais ambiciosa, dedicada e batalhadora do campus. Seu jeito sério e objetivo é interpretado por muitos como frieza, mas ela não está nem aí para sua fama de antipática. Tudo o que ela quer é passar em Harvard, tirar ótimas notas e conquistar a tão sonhada carreira como advogada. Só assim ela conseguirá escapar de seu passado difícil e de sua família terrível. Um acontecimento inesperado vai desses jovens de cabeça para baixo. Tucker e Sabrina vão precisar se unir e rever seus planos para o futuro. Juntos, eles aprenderão que a vida é cheia de surpresas, e que o amor é a maior conquista de todas.

Oi, gente. Tudo bem?
A Conquista é o último livro da série Off Campus (ou Amores Improváveis, no Brasil). Essa série conquistou meu coração de uma forma que quase nenhuma tinha feito antes. Agora, eu entro no Instagram da autora sempre, implorando pra ela escrever spin-off de outros personagens da série (de preferência, do Fitzy).

No primeiro volume da série, nós conhecemos Hannah e Garret e somos ambientados a Briar, universidade na qual os personagens estudam. Depois disso, temos o segundo e o terceiro volume, que trazem novos protagonistas, mas que se passam no mesmo lugar. Tem resenha dos outros volumes aqui, aqui e aqui.

Em A Conquista, os protagonistas são Sabrina James e John Tucker. Sabrina é uma mulher muito focada, que sempre foi pobre e agora estuda e trabalha (em dois empregos!) para ter uma vida melhor. Além disso, ela é deslumbrante e dona de si mesma. Ela já havia aparecido nos volumes anteriores como a "inimiga" do Dean. Já o Tucker, é um bom moço sulista. Sério, ele é um fofo, o mais fofo de todos os protagonistas.

O que acontece (e não é spoiler, pois até aparece no livro anterior) é que ela engravida. Sim, um bebê está a caminho. Isso vira a vida dos dois protagonistas e agora eles terão que lidar com a situação.


Esse foi o livro que menos gostei da série, mas, mesmo assim, foi um dos meus favoritos do ano. A narrativa da autora é maravilhosa, envolvente e divertida, mas nesse volume, a história é mais tensa, mais adulta. Até porque os personagens se formam na faculdade e tem que lidar com o que vem depois.

O maior problema em A Conquista é a falta de comunicação entre os protagonistas. Apesar desse ser um problema recorrente nos romances, Ellie Kennedy consegue inovar nesse assunto, trazendo a história de família da Sabrina e os motivos pelos quais ela se protege de tudo e de todos, principalmente de sentimentos mais fortes. Então, a gente entende a Sabrina, mas mesmo assim torce pra que ela deixe de ser orgulhosa e se jogue no Tuck de vez.

E o Tuck subiu para meu 3º protagonista favorito. Querem ver minha lista? 1. Garret; 2. Dean; 3. Tuck e 4. Logan. Na parte das meninas, fica assim: 1. Hannah; 2. Allie; 3. Grace e 4. Sabrina. Outro personagem que gosto muito é o Fitzy, ele é um jogador de hóquei todo tatuado e nerd. Vejo o pessoal - eu, inclusive - pedindo pra autora fazer um spin-off sobre ele e espero que ela nos ouça! Na verdade, tem poucos personagens da autora que eu não gosto, como a Ramona e a Piper. Mesmo quando os personagens são lixos - como o pai do Logan, no segundo volume - a gente entende eles, porque a autora nos mostra todos os lados das situações, do porquê eles são assim e fazem o que fazem. O único que realmente não entendo e nutro sentimentos horríveis por ele é o Ray, padrasto da Sabrina que faz da vida dela um inferno.

Sabrina e Tucker crescem emocionalmente juntos, começam a construir suas vidas ajudando um ao outro, mesmo quando Sabrina não abre mão de determinadas coisas. Sabrina consegue superar seus receios e aprender a ser amada! Essa história é também uma história se superação. 

Dei cinco estrelinhas no Skoob e recomendo sim. E vocês, já leram a série? O que acharam? Beijos ♥



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Resenha: Minha vida (não tão) perfeita - Sophie Kinsella.

10 outubro 2017
Minha vida (não tão) perfeita
Autora: Sophie Kinsella
Páginas: 406. 
Editora: Record. 
Livro recebido pela editora para resenha. 

Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella.
Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa , seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter - a executiva que tem tudo a seus pés - possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

Quando soube do lançamento de Minha vida (não tão) perfeita, fiquei muito feliz, pois sou muito fã da Sophie Kinsella. A sinopse me deixou bem curiosa, porque além de ter o que todos os livros da autora tem, como diversão, romances e confusões, percebi que há uma crítica à geração de hoje, que tenta mostrar que tem uma vida perfeita através das redes sociais.

Katie Brenner sempre sonhou em morar em Londres. Então depois da faculdade, foi para lá, arrumou um emprego e alugou um quarto minúsculo em um flat. No novo emprego, ela prefere ser chamada de Cat, cortou uma franja no cabelo e se livrou do seu sotaque do interior, fazendo de tudo para fazer parte de Londres.

Na verdade, sou Cat. Cat, apelido de Catherine. Porque... bem. É um nome legal. É curto e forte. É moderno. É Londres. Sou eu. Cat. Cat Brenner. 
Apesar das fotos maravilhosas que ela posta no Instagram, ela divide o flat com um cara maluco e espaçoso e seu emprego não é tão legal quanto ela pensou que seria. Ou seja, a vida dela só é perfeita nas redes sociais. Além disso, sua chefe, Demeter, parece ter tudo o que alguém pode desejar: uma casa perfeita, filhos perfeitos, marido perfeito e emprego perfeito.

Quando conhece Alex, um dos sócios da empresa na qual ela trabalha, Katie pensa que as coisas podem estar mudando para ela. Ele é bonito, divertido e criativo. Mas, tudo vai por água abaixo quando Demeter a demite. Agora, desempregada, ela se obriga a voltar para casa no interior. Claro que as protagonistas da Sophie não pagam imposto pra se meter em encrencas, então Cat decide não contar nada para seu pai e encontrar outro emprego antes que ele descubra qualquer coisa.

Em Somerset, Katie ajuda seu pai na administração de um camping de luxo, comprando mercadorias, fazendo marketing do lugar e organizando atrações para os clientes. Para sua surpresa, Demeter chega no gampling com sua família para passar o final de semana. Quando ela chega lá, ela nem se lembra mais de Katie/Cat, que decide se vingar, inventando atividades nojentas e humilhantes para sua ex chefe fazer. Nesse tempo em que passam juntas, ela passa a conhecer Demeter bem melhor. A cereja do bolo é o Alex, que chega no gampling pouco depois. 



Sophie Kinsella nunca me decepciona, a escrita dela é leve, divertida e cativante. Só parei de ler quando terminei, já com aquela sensação de "por que li tão rápido?". E, como sempre, tive que ler em local privado, pelo perigo de passar vergonha em pública dando altas gargalhadas.

A construção dos personagens, com certeza, é um ponto positivo. Cat/Katie Brenner é uma protagonista com a qual muitas leitoras vão se identificar. Ela é insegura, querendo fazer parte de algo que ela ama, mas ao mesmo tempo é autêntica e espontânea. E o crescimento dela durante a leitura é palpável, ela deixa de mentir sobre quem realmente é. Demeter também é uma personagem bem estruturada, mas não vou dar spoilers sobre ela.



A crítica que a autora traz com essa obra é bem válida. Em uma época na qual há uma pressão geral para que alcancemos a felicidade, seja através de emprego, casa própria, faculdade, carro... como fazer para não entrar nessa lógica? Qualquer Instagram que eu entrar agora vai me mostrar paisagens bonitas, roupas caras, comidas interessantes e livros novos. Nada de contas a pagar, estragos no encanamento ou caras inchadas de choro. Por que damos tanta importância às aparências quando sabemos que a vida de ninguém é perfeita?

Eu adorei esse livro e acredito que todos que buscam uma boa história de amor, drama, mas também muitas risadas, vão adorar também! Dei cinco estrelinhas bem merecidas no Skoob! Vocês já leram esse livro? Ou algum outro da autora? Comentem aí em baixo! Beijos ♥

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Resenha: Invisível - Nina Spim. #setembroamarelo

29 setembro 2017
Invisível
Autora: Nina Spim. 
Páginas: 15. 
Compre aqui. 
Conto recebido em parceria com a autora. 

Algumas flores não têm cor. Algumas mentes começam a esquecer do que sempre estiveram ao redor.
A protagonista deste conto não se lembra de como tudo mudou e, tão debilitada, não sabe como amenizar os efeitos do que não sente.
A depressão não escolhe um rosto. E o rosto, às vezes, se faz invisível.

Oi, gente. Tudo bem?
Não sei se vocês sabem, mas temos um "tema" para cada mês do ano com o objetivo de conscientizar sobre saúde. Anteriormente, eu conhecia apenas o Outubro Rosa, que conscientiza sobre o câncer de mama, mas depois descobri que cada mês pode ter várias cores e que as cores podem até se repetir. 
A resenha de hoje tem a ver com o Setembro Amarelo, que trata da prevenção ao suicídio. Esse é um assunto extremamente importante de se debater, se você não conhece alguém que já tentou cometer suicídio, conhece alguém que conhece uma pessoa que já tentou. Os números são alarmantes. 

Nesse contexto, temos esse conto maravilhoso da Nina, que fala sobre uma protagonista que tem depressão, que já não sente mais, não vê mais as cores, não quer mais se lembrar, só quer dormir e esquecer. Essa protagonista está afundada em um limbo, onde as coisas não acontecem da mesma forma que para outras pessoas, ou até mesmo não acontecem. As emoções não são claras ou até já não mais existem. Essa protagonista precisa de ajuda e essa ajuda vem na forma de sair de casa e passar um tempo em um lugar apropriado para isso. 

Já me disseram muitas recomendações, porque as pessoas são assim: elas podem não entender nada sobre você, mas precisam falar o que é melhor para uma vida que não é delas.

É muito comum as pessoas não saberem como a depressão se dá e acabarem falando coisas que machucam quem tem a doença. Se você conhece alguém que passa por isso, não faça pré julgamentos. Ou melhor, não faça julgamentos. Cada um passa por uma depressão de forma diferente, sente de forma distinta. Em Invisível, existe uma pessoa que não entende a protagonista, mas a apoia. E esse apoio é fundamental. 

Não sei de quem é essa ilustração, se alguém souber, avise nos comentários, que dou os créditos. 

A escrita da Nina, em primeira pessoa, toca e cativa o leitor, que consegue entender ou até mesmo se identificar com a personagem. A narrativa é bem crua de início e eu me perguntei se conseguiria ler até o final. Mas, a carga emocional vai ficando menos pesada conforme a protagonista vai superando certas coisas. 

A tristeza já foi embora há muito tempo, e agora apenas sobrou um vazio. 

Invisível me trouxe muitos sentimentos. Embora eu nunca tenha pensado em suicídio, tenho depressão há bastante tempo e, muitas vezes, é bem difícil lidar com isso. Então, acabei achando certas partes do conto bem familiares. O desfecho deixou meu coração mais leve, com um pouco mais de esperança! 

Está tudo bem sentir o peito comprimido, o ar dissolvido na traqueia, o pavor infinito na mente. Está tudo bem ter que correr, fechar os olhos e contar até cem.

Você sabia que tem um número que você pode ligar para conversar? É o Centro de Valorização a Vida! O número é 141. Esse número aparece toda vez que você busca "suicídio" no Google. 
Ah, a gente já resenhou outros contos na Nina aqui no blog: Imersão, Caleidoscópio e Sutilmente. Todos são lindos e merecem ser lidos ♥

Nina Spim é uma escritora sonhadora dotada de blue feelings. É acadêmica do curso de Jornalismo na PUC-RS. Autora dos contos “Heart and Love” (2014) e “Coisas, definitivamente, de Amélia” (2014), das Antologias Amor nas Entrelinhas e Aquarela, respectivamente, pela Andross Editora. Autora dos contos "Caleidoscópio" (2015), "Imersão" (2015), "Sutilmente" (2015) e "Invisível" (2017), publicados na Amazon, e do conto "Roda-gigante" (2015), publicado online na revista Fluxo. Pela Darda Editora foram "No Silêncio de um retrato" (2016) na Antologia Ridículas Cartas de Amor e "Entre as cinzas e o fogo" (2017) na Antologia Valquírias, além de poemas na Antologia Ondas Poéticas (2017). É colaboradora nos sites Revista Pólen e HEADCANONS. Dona do blog www.ninaeuma.blogspot.com.br

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Resenha: Orgulho e Preconceito - Jane Austen.

13 setembro 2017

Orgulho e Preconceito

Autora: Jane Austen 
Páginas: 399. 
Editora: Giz Editorial
Livro cedido pela editora para resenha. 

Segunda obra publicada de Jane Austen, Orgulho e Preconceito foi terminado em 1797, quando a escritora ainda não tinha completado 21 anos. Foi lançado em 1813, e seguiu o sucesso de seu primeiro livro, Razão e Sensibilidade.
Em Orgulho e Preconceito, Elizabeth Bennet, segunda de 5 filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Como em toda a obra de Austen, o texto utiliza de uma fina ironia para retratar e criticar a hipocrisia moral da virada dos séculos XVIII e XIX.

Oi, gente. Tudo bem?
Orgulho e Preconceito é um clássico lindo de mais! Sabe aquele livro que te traz emoções fortes e aquece seu coração? Orgulho e Preconceito!

Nossa protagonista é Elizabeth Bennet, ou Lizzy, ou ainda Eliza, que vive no interior da Inglaterra com seus pais e quatro irmãs, Jane, mais velha, Mary, Catherine (Kitty) e Lydia, mais novas. A história é ambientada no século XIX em uma propriedade rural que traz algum dinheiro à família, mas que não poderá ser herdada por nenhuma das filhas por elas serem mulheres. Daí vem uma grande preocupação da mãe delas em ver suas filhas casadas.

A cidade pequena - e fictícia - Meryton fica agitada com a chegada do Sr. Bingley, um solteiro que muitas mães querem como genro por ele tem uma boa condição econômica. O Sr. Bingley fica muito interessado em Jane e vice-versa. Junto com ele vem suas duas irmãs, seu cunhado e um amigo, o Sr. Darcy.

- Acredito que haja em toda personalidade uma tendência a algum mal em particular, um defeito natural, que nem mesmo a melhor educação pode superar.
- E o seu defeito é uma propensão a odiar todo mundo.
- E o seu é deliberadamente compreender mal as pessoas - ele replicou com um sorriso. 

O Sr. Darcy não é tão bonito quanto o Sr. Bingley, mas muito mais rico. Ele parece ser extremamente orgulhoso e arrogante, além de tratar as pessoas de forma hostil, como se elas fossem inferiores. Depois de perceber isso e de ouvir o Sr. Darcy falando dela, Elizabeth acaba não gostando dele - assim como a cidade inteira. Todas as vezes nas quais eles se encontram, ela faz comentários sarcásticos e irônicos.

Para o Sr. Darcy, a informação foi bem-vinda - Elizabeth ficara em Netherfield tempo o bastante. A moça o atraía mais do que ele gostaria. [...] Sabiamente, resolveu tomar muito cuidado para nenhum sinal de admiração lhe escapar. 

As coisas começam a ir mal quando, apesar de parecer que o Sr. Bingley pediria a mão de Jane em casamento, ele vai embora da cidade. Entre viagens de Jane e Elizabeth, as irmãs mais novas Kitty e Lydia, apoiadas pela mãe, procuram maridos desesperadamente entre os oficiais acampados em Meryton. Ao mesmo tempo em que Elizabeth acaba encontrando Sr. Darcy na casa de amigos e percebe que ele tem mudado as próprias atitudes. 


A narrativa é feita em terceira pessoa e, geralmente, acompanha Elizabeth, mas também mostra outros personagens. Os capítulos são curtos, mas a estrutura da obra é diferente, feito por mais diálogos do que narrativa em si e sem passagens grandes de tempo. A escrita é mais rebuscada dos livros que estou acostumada a ler, mas isso traz uma sensação totalmente nova e nos insere no ambiente no qual a história é contada. Na verdade, é maravilhoso poder ver um romance ambientado no início do século XIX por uma pessoa que realmente viveu nessa época e que tinha uma visão crítica - e irônica - sobre ela.

Temos uma grande quantidade de personagens na obra, todos bem construídos. Os personagens que mais me chamaram atenção - de forma positiva ou negativa - foram: o Sr. Collins, que é o homem mais puxa-saco que já vi na vida; Lydia, que eu quis estrangular do início ao fim do livro e os dois homens que parecem ser algo, mas na verdade não são: Wickham e Mr. Darcy. Este último, cresceu muito durante a narrativa e roubou meu coração ♥. Também devo falar sobre o Sr. Bennet, pai de Elizabeth, que assim como Jane, era o porto seguro de Lizzie e, apesar de um tanto ausente na criação das filhas, é um dos personagens que não segue as hipocrisias e a falsa moral da época, como, por exemplo, quando apoia uma de suas filhas a não se casar.




Antes de ler a obra, eu sempre me perguntava como um romance poderia ter o título "Orgulho e Preconceito", mas confesso que combina muito com a obra! O Sr. Darcy é extremamente orgulhoso e desdenha daqueles que pensa terem um menor intelecto, já Elizabeth, como o próprio Darcy diz, compreende mal as pessoas.

Dá pra entender o fascínio geral que essa Orgulho e Preconceito traz há séculos. Esse livro é com certeza um dos meus favoritos da vida! Quando mais nova, eu acredito que li uma adaptação mais simples, com pouquíssimas páginas, mas nada se compara a ler o livro original! A tradução da Giz Editorial está ótima, assim como o tratamento em geral que eles deram ao livro. Essa capa me conquistou! Acredito que todos que gostam de Orgulho e Preconceito merecem ter essa versão e aqueles que ainda não leram, estão esperando o que? Beijos ♥


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Resenha: Filha da floresta - Juliet Marillier

03 setembro 2017
Filha da Floresta
Autora: Juliet Marillier
Páginas: 607
Editora: Butterfly
Exemplar cedido pela editora para resenha. 


O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos... Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha é capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.

Olá!

Filha da Floresta é o primeiro livro da trilogia Sevenwaters. O livro se passa na era medieval, nas terras de Sevenwaters, uma terra cheia de magia e segredos que pertencem ao temido Lorde Colum. Colum sofre muito com a perda de sua amada mulher, que faleceu ao dar a luz a sétima criança, nomeada Sorcha. Com a perda de sua esposa, Lorde Colum se afasta dos sete filhos (Liam, Diarmad, Conor, Comarck, Finbar, Padriac e Sorcha) e se dedica mais as batalhas e guerras contra seus inimigos, os Bretões.

Por mais que o pai fosse um pouco afastado, eles iam bem, estudavam junto do amigo Padre Brien e treinavam para as futuras batalhas. Mas tudo começou a desandar quando Lorde Colum conheceu Lady Oonagh e se apaixonou perdidamente.

Com a chegada de Lady Oonagh na casa, as coisas começaram a ir muito mal, discórdia, brigas e muita violência surgiram na fortaleza de Colum e uma terrível maldição contra os seis irmãos de Sorcha.

Sorcha agora tem uma missão: salvar seus irmãos desta terrível maldição, mas não será nada fácil, terá muitos obstáculos terríveis a frente e se apaixonara por um guerreiro que irá lhe ajudar nessa missão, mas esse amor não será um mar de rosas, na verdade é proibido.

"Quando os Seres da Floresta lhe davam uma ordem, você a seguia sem questionar, fosse ou não do seu agrado."

O livro é narrado em primeira pessoa por Sorcha, tem uma narrativa maravilhosa, clara e objetiva. O livro é maravilhoso, prende o leitor em cada página e nos faz sentir todas as emoções dos personagens.

Sorcha é uma personagem extremamente cativante, corajosa e determinada, sempre pensando na família em primeiro lugar e não desiste de forma alguma, mesmo que seja algo cruel a se fazer por alguém que ela ame. Seus irmãos também são incríveis, todos tem um dom, Sorcha é uma curandeira incrível, Conor tem uma enorme sabedoria, Padriac cuida e ajuda os animais doentes e machucado como ninguém e assim por diante... Os que mais me cativaram foi Finbar que entende que a violência não leva a lugar algum, Conor que tem uma sabedoria incrível e sabe como usá-la.

Lady Oonagh é o oposto dos personagens citados a cima, maligna, megera que gosta de plantar a semente da discórdia em todos. Lorde Colum é um homem sem imaginação, sem um toque de amor por afastar-se dos filhos, defender Lady Oonagh e ser a favor da tortura para obter informações sobre os inimigos.

A capa do livro é maravilhosa e remete contos de fada. Tem uma pitada de contos de fadas nesse livro, mas também é algo mais forte e cruel, como se fosse um conto dos Irmãos Grimm e a própria autora fala que é um romance baseado no conto germânico dos Irmãos Grimm, Os Seis Cisnes.

O livro é cheio de conteúdo, 607 páginas que prendem o leitor, que nos faz sentir cada emoção e não parar mais de ler o mesmo livro. Pretendo ler os outros livros da série para continuar nesse maravilhoso reino de Sevenwaters! 

Paula Nunes.

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Resenha: Poder Extra G - Thati Machado.

27 agosto 2017
Poder Extra G
Autora: Thati Machado
Páginas: 240
Editora: Selo Astral Cultural

Empoderamento define. É por isso e a partir daí que a história de Nina — e de Nico, de Marcela e de Noah — existe. Nina não é uma mulher de tipos. E não apenas por causa dos seus noventa e dois quilos. Nina tem atitude e amor-próprio. Talvez não nessa ordem, mas quem se importa? Ao namorar Marco, ela achava que estava subindo mais um degrau rumo ao topo de sua autoestima. É claro que alguns sinais lhe alertavam do contrário, só que o ego pode ser bastante ensurdecedor quando nos convém. Depois de se dar conta da farsa que era o seu relacionamento, Nina deixa sua vida em São Paulo e parte rumo a Buenos Aires, para um mês regado a argentinos sedutores e muito doce de leite. Ela só não esperava que o país dos hermanos pudesse lhe trazer muito mais do que uns quilinhos extras.

Oi, gente. Tudo bem?
Faz muito tempo que acompanho a autora Thati Machado, primeiro através do blog dela e, mais tarde, nas outras redes sociais também. Fazia bastante tempo que queria ler alguns dos livros dela, até porque tratam de assuntos que chamam minha atenção. Finalmente, tive a oportunidade de ler Poder Extra G e fiquei muito feliz. 

Poder Extra G traz Nina, uma mulher que não se encaixa nos padrões de beleza impostos pela nossa sociedade, e sabe que é bonita, inteligente e engraçada. Para dar a volta por cima depois do fim do seu relacionamento com Marco, Nina decide viajar para Buenos Aires. Nessa viagem, ela acaba conhecendo Nico, um homem atencioso, carinhoso e que vê nela a mulher maravilhosa que ela verdadeiramente é. Porém, apesar da química que eles tem juntos, a distância que terão entre eles quando Nina voltar para São Paulo fala alto. Além disso, vários acontecimentos ora confusos, ora engraçados, ora inacreditáveis farão com que Nina e seus novos amigos passem por poucas e boas.

[...] Levei quase dezoito anos para entender que ser gorda não fazia de mim uma pessoa menos bonita, menos interessante ou menos capaz.

A narrativa é feita em primeira pessoa na maior parte das vezes por Nina, mas às vezes por outros dos personagens (Nico, Noah e Marcela). Thati tem uma escrita leve e cativante, que me fez rir do início ao fim. 

O ponto mais positivo da obra, para mim, foi a construção dos personagens. Todos eles fogem completamente dos clichês que vemos por aí. Nina é engraçadíssima, extremamente confiante e tem 92 quilos. Quantas protagonistas assim vemos por aí? Ela adora comer, ama novelas mexicanas e é profissional em fazer drama. Me conquistou completamente! 
Já Nico é um homem super maduro, adora a Nina e não faz joguinhos sobre isso. Temos também Marcela, a rainha do pouco caso. Mas, quem roubou mesmo meu coração foi Noah, irmão trans mais novo do Nico. Esse livro não é apenas sobre empoderamento, mas representatividade e amor!

Por outro lado, tem os personagens que eu queria, literalmente, estrangular. Marco é o primeiro da lista. Juro pra vocês que ele fez curso de canalhice. Tempos também o pai do Nico, a ex do Nico, Stéfan e vários outros personagens que são muito parecidas com aquelas pessoas que a gente, geralmente, não gosta na vida real. 

A gordinha está por cima, meu bem. E ninguém está se queixando de estar morrendo sufocado embaixo.  
 
Esse foi um dos livros mais engraçados que já li na vida! Nina tem uma personalidade muito divertida e faz piada até nos momentos mais sérios da história. Em vários, momentos tive que me segurar para não morrer de tanto rir em público. 

Outro ponto forte da obra são as reviravoltas! Quando Poder Extra G começa, Nina já está em Buenos Aires e já conheceu Nico, então pensei "o que a autora vai fazer de surpreendente a partir daqui?". Mas, a Thati conseguiu me surpreender demais. O leitor nunca sabe o que pode acontecer. 

Sabe, uma mulher séria é algo realmente perigoso. Agora, uma mulher séria, traída e com noventa e dois quilos? Corre, cara. 

O único fator negativo para mim (que não impediu que eu desse cinco estrelas à obra) foi a questão da competição feminina, vocês sabem que não gosto quando livros tratam as mulheres como inimigas umas das outras. Não que o livro traga uma grande cena sobre isso, é só um trechinho. Até fiquei na dúvida se realmente comentaria isso na resenha ou não. Fora isso, o livro todo valoriza a diversidade e a amizade! Faz o leitor refletir e querer que todos façam isso também. Além disso, tem um epílogo que é capaz de descongelar qualquer coração! E eu soube que tem spin-offs que trazem a história da Marcela e do Noah #jáquero
Santo Protetor das Obesas Gostosas e Bem Resolvidas: Ajudai-me! 

Poder Extra G é um daqueles livros amorzinhos que eu indico para todas as pessoas e não apenas - e, principalmente - para as meninas lindas que precisam de uma injeção de confiança! 

Com amor,
Nina.
Editora, tradutora, XG e gostosa pra caramba. 

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Resenha: Nossas Noites - Kent Haruf.

23 agosto 2017
Nossas Noites
Autor: Kent Haruf. 
Páginas: 160 .
Editora: Companhia das Letras.  
Nota: 5/5. ♥
Exemplar cedido pela editora para divulgação. 


Em Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis Waters. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite. Os vizinhos, no entanto, estranham a movimentação da rua, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. Neste aclamado romance, Kent Haruf retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais.

Olá, gente.

A resenha de hoje é uma cortesia da editora que eu já estava querendo ler há muito tempo. Só tinha visto a sinopse "por cima" e estava fugindo das resenhas mais descritivas, porque queria me surpreender e, de certa forma, foi uma surpresa ótima.

Antes de qualquer coisa, é um livro curto, 160 páginas, os capítulos são apenas numerados, sem título, o que eu acredito ajuda muito para leitura fluir, e os mesmos começam praticamente do meio da página e alguns deles têm apenas uma página. Então, quando você percebe já está no vigésimo capítulo, leu sem pular as páginas e tem todas as informações das quais precisa, de uma forma concisa, sem muito floreios, mas de uma beleza singular.

Aliás, o que me chamou a atenção nesse livro foi a simplicidade em vários aspectos, na escrita, na narração, na própria história, nos personagens, e isso me encantou de uma forma muito especial. Não é uma história sobre grandes acontecimentos históricos, nem personagens heróicos derrotando monstros imaginários, não que eu seja contra isso, muito pelo contrário, gosto muito. Mas sabe quando você  fica meio saturado de certo tipo de história? Foi o que aconteceu comigo, e poder ler esse livro, com uma narrativa tão singela e personagens tão apaixonantes, que me deu um gás de ler mais e me deixou com um quentinho no coração.


Mas vamos a história.

Addie é uma senhorinha viúva de 70 anos, que perdeu um filho e o marido, enquanto seu outro filho está distante dela, tanto em quilômetros quanto em sentimentos, e agora se sente muito só. Ela mora numa cidade  do interior, com uma paisagem bem campesina, tem uma amiga, Ruth, que é uma senhorinha mais velha do que ela, e que, pra mim, é uma das melhores personagens do livro. Na mesma rua de Addie mora Louis, um professor de inglês, viúvo, com uma filha que também mora longe dele, e da qual se sente responsável pela vida que ela tem por erros que ele cometeu no passado, e que também se sente muito sozinho.

Então, Addie vai até a casa de Louis e lhe faz uma proposta: que este fosse dormir com ela todas as noites, para que pudessem conversar e ambos não se sentissem tão solitários. Ele, após pensar um pouco, decide aceitar e a história se desenvolve aos poucos, a cada noite em que Louis passa na casa de Addie e eles vão ficando mais próximos.

As conversas são o ponto alto do livro, nestas são debatidos alguns assuntos tabus na velhice, e são coisas muito factíveis, pessoas que qualquer um poderia conhecer. É a história mais romântica sem clichês exagerados que eu já li.

O livro percorre o dia-a-dia, e por isso traz não só as coisas boas, mas os pensamentos, delírios e enfados. Nem todos os dias são excessivamente emocionantes, mas todos os dias são únicos por apenas existirem. E isso é bonito demais, gente.

"Só quero levar uma vida simples e prestar atenção no que acontece a cada dia. E vir dormir com você à noite.
Bom, isso é o que estamos fazendo. Quemm imaginaria a essa altura da vida, nós ainda poderíamos ter algo desse tipo? Que afinal ainda existe, sim, espaço para mudanças e entusiasmos na nossa vida. E que nós ainda não estamos acabados nem física nem espiritualmente."

No meio desses dias, acompanhamos Addie e Louis, e suas aventuras com Ruth, Jamie (o neto de Addie) e Bonnie (a cachorrinha dele), e a vontade que dá é de estar lá com eles, comendo um sanduíche de queijo com maçã debaixo de uma grande árvore e tomando banho num riacho cristalino.

E em como todas as grandes histórias de amor, essa também tem suas pedras no caminho, e a gente fica só torcendo quietinho do outro lado, para que tudo dê certo no final.

Enfim, se tiverem tempo, leiam! É um livro tão curtinho, mas de uma grandeza sentimental, que acredito que todos deveriam ler. Então é isso, gente.

Até mais,

Melissa Espínola.


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Resenha: O Jogo - Elle Kennedy.

06 julho 2017
O Jogo
Autora: Elle Kennedy
#3 Amores Improváveis (Brasil) / Off-Campus (EUA)
Páginas: 343
Editora: Paralela
Compre | Compre
Livro recebido da editora para divulgação. 

Talentoso, inteligente e festeiro, Dean Di Laurentis sempre consegue o que quer. Sexo, notas altas, sexo, reconhecimento, sexo… É sem dúvida um galanteador de primeira, e ainda está para encontrar uma mulher imune ao seu charme descontraído e seu jeito alegre de encarar a vida. Isto é, até ele se envolver com Allie Hayes. Em uma única noite, essa jovem atriz cheia de personalidade virou o mundo de Dean de cabeça para baixo. E agora ela quer que eles sejam apenas amigos? Dean adora um desafio, e não vai medir esforços para convencer essa mulher tão linda quanto teimosa de que uma vez não é suficiente. Mas o que começa como um simples jogo de sedução logo se torna a experiência mais incrível e surpreendente de sua vida. Afinal, quem disse que sexo, amizade e amor não podem andar de mãos dadas?

Oi, gente. Tudo bem?
O Jogo é o terceiro volume da série Amores Improváveis da autora Elle Kennedy. O primeiro volume da série se chama O Acordo e o segundo se chama O Erro. Falei pra vocês na resenha passada que essa é a minha série favorita do momento e O Jogo veio para deixar isso ainda mais claro! 

Nesse livro, conhecemos Dean Di Laurentis e Allie Hayes. Já havíamos visto os dois nos outros livros da série. A impressão que eu tinha de Dean era que ele era mulherengo, abobalhado e fútil. Os amigos sempre comentavam sobre ele beber demais em todas as festas e ser rico pra caramba. Já da Allie, tudo que havia sobre ela era que era era melhor amiga da Hannah Wells (protagonista de O Acordo) e que estava sempre terminando e voltando com seu namorado Sean. 

Dean Di Laurentis é o cara mais abusado do planeta. Toda vez que me vê, tenta me levar pra cama. E nem posso me sentir especial por isso, porque ele tenta levar todo mundo pra cama. 

Allie e Sean terminaram o namoro novamente. E, dessa vez, ela não quer voltar com ele nem que a vaca tussa. Ao passar o final de semana na república que Garret (namorado de Hannah), Allie acaba passando a noite com Dean e, apesar de querer deixar isso pra lá, os dois não conseguem parar de pensar um no outro.

Dean vive a vida do jeito que quer, faz o que quer na hora que quer. Essa vida tem até nome (que ele mesmo deu): A Vida de Dean. Ele sabe que é lindo, charmoso e bom de cama. Por isso, não consegue entender porquê Allie não quer ficar com ele de novo.  


Apesar desse ser o livro mais leve e engraçado da série, fiquei triste ao saber que Amores Improváveis já está chegando ao fim. Os personagens já estão pensando no que vão fazer depois da faculdade, no futuro... E isso já me deu um aperto no coração de saudades.

Li esse livro três vezes desde o início do ano. Pois é, eu adoro a escrita da Elle Kennedy, ela dá personalidades diferentes para cada um dos seus personagens, fazendo-os únicos. E em O Jogo, Dean e Allie são engraçados e seguros de si. Esse livro, apesar de ter suas tristezas, é leve e divertido, tive que me segurar pra não gargalhar em público várias vezes, principalmente ao ler as conversas dos meninos. Será que, na vida real, quando homens estão sozinhos, essas conversas acontecem?

- Ah, olha só pra ele, G., é tão bonitinho dormindo.
- Como um anjo.
- Um anjo bem pervertido.
- Espera aí, anjo faz sexo? E se faz, orgasmos celestiais são um milhão de vezes melhores do que orgasmos terrestres? Aposto que são.
- Dã. De onde você acha que vem o arco-íris? Sempre que você vê um arco-íris, significa que um anjo acabou de gozar.

Dean não é fútil. Ele é maduro, inteligente e se importa com as pessoas. E é extremamente brincalhão, dá apelidos pra pessoas e partes do corpo. A Allie é muito dramática (o que é bom, já que ela é atriz, não é mesmo?), mas também é confiante, divertida e segura de sua sexualidade - o que é novidade se tratando das personagens femininas dos livros anteriores.

O romance de Dean e Allie não é algo decidido, simplesmente vai acontecendo e evoluindo. Eles vão lidando com seus problemas e se descobrindo juntos. E isso é lindo de se ver! O relacionamento deles vai amadurecendo assim como eles próprios.

O personagem odiado da vez, pelo menos por mim, é o treinador assistente O'Shea. É amargurado por algo que ele nem sabe como aconteceu. Não vou dar detalhes, é algo interessante de descobrir durante a leitura, mas guardem o nome dele! Gostei muito do pai da Allie, não é aquele pai caricato que geralmente aparece na literatura. Também adorei os Hurricanes, time de crianças que o Dean ajudar a treinar hóquei.

Já saí com muita mulher. Conheço as mulheres. Quando ficam quietas assim, não estão simplesmente remoendo alguma coisa na cabeça. Não, estão construindo uma teia intrincada de cenários e possibilidades, várias camadas se sobrepondo umas às outras, aumentando e se torcendo, até que, de repente, elas estão furiosas com uma coisa que você nem sequer imaginou.

Elle cria todo um contexto para suas histórias. O leitor vai sendo apresentado a vários personagens e histórias diferentes intrincadas umas às outras. E o mais legal é que já vimos vários desses personagens nos livros anteriores, então vamos sanando dúvidas e mudando de opinião sobre o que já lemos na série. É uma completa imersão do leitor em Hastings - cidade onde as histórias se passam.

Sou a maior fã dessa série. Quero que a Elle Kennedy escreva mais mil livros pra eu ler. Se você também gosta de romance, de new-adult e de rir feito boba, o que está esperando para ler os livros da autora? Beijos ♥



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Resenha: O Erro - Elle Kennedy.

01 julho 2017
O Erro
Série Amores Improváveis (Brasil) | Off-Campus (EUA)
Autora: Elle Kennedy
Páginas: 279
Editora: Paralela

Logan parece viver uma vida de sonhos. Com um talento incrível para jogar hóquei e um charme inato para conquistar mulheres, ele é uma das maiores estrelas da universidade de Briar. Mas por trás do característico sorriso maroto, ele esconde duas grandes angústias – a primeira, estar apaixonado pela namorada de seu melhor amigo. A segunda, saber que sua vida, após a formatura, se tornará um beco sem saída.
Um dia, por acaso, ele conhece Grace, uma garota tão encantadora quanto intrigante. Tudo nela parece ser original e deliciosamente contraditório – tímida, mas ao mesmo tempo vibrante. Doce, mas ao mesmo tempo forte e confiante. A cada encontro, Logan se vê mais e mais envolvido. Mas um grande erro colocará o relacionamento desses dois jovens em risco.
Agora, Logan terá que se esforçar para reconquistar Grace – nem que para isso ele precise amadurecer e encarar de frente as suas questões mais profundas e doloridas.

Oi, gente. Tudo bem?
O Erro é o segundo volume da série Amores Improváveis da autora Elle Kennedy. Essa é a minha série favorita do momento e estou bem feliz de trazer essa resenha para vocês. A resenha do primeiro volume pode ser acessada aqui. 

No primeiro livro da série conhecemos Briar, a universidade onde estudam os protagonistas dos quatro livros de Amores Improváveis. Também somos apresentados a vários personagens e lugares que vamos rever agora em O Erro. 

Em O Erro, os protagonistas são John Logan e Grace Ivers.
Logan é um cara que não pensa duas vezes em sair com alguma mulher da universidade. Mora em uma república com seus amigos e está sempre em festas se divertindo e bebendo. Mas, ninguém sabe que ele está passando por um momento difícil em sua vida. Ele não só sente que seu tempo está acabando, pois sabe que tem algo ruim lhe esperando assim que se formar, como também se sente péssimo por estar apaixonado pela namorada do seu melhor amigo.

É meio difícil não se achar um babaca quando se fantasia com a pessoa que seu melhor amigo acredita ser o amor da vida dele. [...] Garret é o melhor jogador de centro com quem já joguei e a melhor pessoa que conheço. Não posso nem odiar o cara que está pegando a garota de quem gosto.

Grace é uma personagem muito fofa. Ela estuda psicologia e divide um quarto com sua melhor amiga de infância, Ramona. Ela é um tanto tímida, mas queria entrar na faculdade e aproveitar um pouco mais a vida. Porém, acaba sempre deixando de lado as coisas que quer para priorizar as vontades de Ramona.

Ainda não consegui decifrar essa garota. É doce, mas não parece ingênua. Transmite inocência, mas também é supersegura de si. Não me enche de perguntas nem dá em cima de mim. Que merda. 

Na minha cabeça, separei o livro em duas partes: antes e depois das férias. No "antes", nossos protagonistas se conhecem de um jeito bem inusitado, mas já sentem atração um pelo outro logo de cara. Depois de ficarem algumas vezes, Logan pisa na bola feio e deixa Grace bem magoada, tanto que ela decide viajar por alguns meses durante as férias. No "depois", Logan quer tentar mais uma vez e, depois de muita insistência, Grace faz uma lista de tarefas para ele cumprir e assim tentar mais uma chance com ela.


A escrita da autora é fantástica! Leio os livros dela super rápido e depois fico chateada porque terminei. Sabe aquela leitura que você tem que se segurar para não dar risadinhas em público? E que seu coração fica apertado com tanto amor? É assim que me senti com esse livro! Apesar de ser um pouco mais "pesado" que o anterior, ainda tem muitas partes divertidas e fofas! Os pontos de vista se alternam entre Grace e Logan e é bem legal saber como eles estão se sentindo e como as coisas vão evoluindo para cada um deles.

É muito divertido ver Logan determinado a reconquistar a garota de quem ele gosta. Ele é bem persistente e também engraçado. Não engraçado sarcástico como Garret ou engraçado brincalhão e egocêntrico como Dean, mas espontâneo e muito "cara de pau".

- Por que você gosta de mim?
- Porque... você é divertida. É inteligente. Doce. Me faz rir. Ah, e só de olhar pra você eu fico louco.
- O que mais?
- Não sei direito. A gente não se conhece muito bem. , mas gosto de tudo que sei de você. E tudo que não sei, eu quero descobrir. 

E a Grace... Fiquei apaixonada por ela! Não sei explicar, afinal ela é tão normal, não tem nenhuma característica incrível que a diferencie de todas as outras pessoas, mas acho que é exatamente isso que me chama a atenção. A única coisa que não gostei foi a melhor amiga dela, Ramona. Com uma amiga dessas, Grace não precisa de inimigas.

Grace é forte, inteligente, tagarela e divertida. Gostei mais da personalidade da Hannah (do livro anterior), mas com certeza me identifiquei mais com a Grace. Consigo me imaginar perfeitamente sendo tímida e tagarelando bobagens nervosamente na frente de um cara bonito, assim como já deixei uma "amiga" me fazer de gato e sapato. A única coisa que Grace tem e eu não é aquela maturidade toda.


Algo que gosto muito nos livros da Elle Kennedy é que ela não inventa vilões caricatos e maléficos. Os problemas que os personagens dela tem são decorrentes de obstáculos da vida ou que eles mesmos criam e que, mais tarde, tem que superar.

Tenho que dizer que gostei tanto de O Erro quanto gostei de O Acordo. Recomendo a leitura para todos que curtem romance, new-adult e boas risadas. De cinco estrelinhas (★★★★★) no Skoob!
Beijos 💜

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Resenha: Imersão - Nina Spim.

21 junho 2017

Imersão
Autora: Nina Spim
Páginas: 5
Compre aqui 
Ebook recebido em parceria com a autora para divulgação. 

Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama?

Imersão é um conto da autora Nina Spim. A autora é parceira do Intuição Literária e já teve outro conto, Caleidoscópio, resenhado aqui no blog. Assim como em Caleidoscópio, em Imersão Nina traz um assunto não muito abordado na literatura: depressão. Me identifiquei muito com esse conto, por ter depressão assim como a protagonista Lou. 

Lou tinha se transformado num anjo caído, perdido e longe de casa.

O diferente desse conto é que ele é narrado através do ponto de vista de Caio, marido de Lou. E foi bem interessante ver o que ele pensava sobre o que a mulher que ele amava estava passando. Mas, confesso que estava curiosa para saber como a Lou se sentia, já que a depressão se expressa de forma diferente para cada pessoa. 

A narrativa desse conto é mais crua, bem mais intensa e um tanto pesada (pelo menos, para mim) que do conto anterior. Mas, ainda assim, gostei muito mais de Imersão. Me deixou um tanto anestesiada - se essa é a palavra adequada, já não sei. Me deixou feliz e triste. Feliz, porque é um conto lindo, apesar de tudo. Triste, pois não é legal ter depressão. 

[...] Entendo que essa situação não é uma simples tristeza passageira. É assim que a maioria acha que pode explicar essa doença. Que vai passar ou que a pessoa não está se esforçando. A verdade é que vejo Lou se esforçar todos os dias, o tempo inteiro. Vejo isso nos olhos dela, no quanto se doa para permanecer forte, mesmo nos seus piores dias.

Um ponto positivo na leitura foram o desenvolvimento de Lou e Caio: em menos de quatro páginas, Nina Spim conseguiu dar uma tremenda profundidade a seus personagens. Me identifiquei muito com a Lou. Outro fator positivo é o tema, já que depressão não é algo tão debatido quanto deveria na literatura nacional. 

Não sei se foi meu entendimento (ou a falta dele) ou se era pra ficar subentendido, mas não consegui entender onde os dois estavam. Sim, eles estão em uma cama, mas em casa, hospital...? 

Imersão fala sobre uma mulher com depressão de forma objetiva, mas intensa. É uma leitura rápida, mas que traz vários reflexões úteis sobre o assunto. É importante entender e debater depressão, ainda mais na conjuntura atual, quando sabemos que mais de 322 de milhões de pessoas no mundo (fonte) sofrem da doença. Recomendo a obra para todos os gostos! 

Disque 141 para falar com o Centro de Valorização da Vida!


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Resenha: Caleidoscópio - Nina Spim.

19 junho 2017

Caleidoscópio
Autora: Nina Spim
Páginas: 4
Ebook recebido em parceria com a autora para divulgação. 

Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram.

Caleidoscópio é um conto da autora Nina Spim, que fala sobre Júlia e o garoto pelo qual ela é apaixonada, Daniel. Os dois se conhecem desde que são crianças e o conto nos traz trechos curtos de suas histórias. Daniel tem uma condição física diferente e é superprotegido pela mãe, o que Júlia não consegue entender a princípio.

Percebi que as pessoas quase nunca esperam beleza de alguém que não sabe o que é esse conceito.

É difícil falar de uma obra curta sem dar informações a mais... O que posso dizer é que a autora conseguiu colocar toda uma história de vida em apenas três páginas! Claro que ficamos com saudades dos personagens assim que o conto termina, mas temos o suficiente para refletir por alguns dias. 

A escrita da Nina Spim é clara, fluida e suave. Em menos de dez minutos, terminei o conto, reli e fiquei com uma sensação boa no coração. 

- Infinito, Júlia. Eu sou infinito. O Universo é extenso, mas é apenas o que você pode ver. Existe um infinito bem maior dentro da gente. 

Em Caleidoscópio, vemos Júlia e Daniel enxergarem a vida por um ponto de vista muito intenso, um tanto quanto poético. Eles transcendem o que acreditamos ser o "normal" e acreditam em coisas que vão além. É um conto fofo, mas que faz o leitor refletir bastante. Recomendo a todos! 


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Resenha: Casada até quarta - Catherine Bybee.

14 junho 2017
Casada até Quarta
Autora: Catherine Bybee
Páginas: 196
Editora:

Blake Harrison: rico, nobre, charmoso... e precisando de uma esposa até quarta-feira. Para isso, Blake recorre a Sam Elliot, que não é o homem de negócios que ele esperava. Em vez disso, ele encontra Samantha Elliot, linda e exuberante, com a voz mais sexy que ele já ouviu.
Samantha Elliot: dona da agência de casamentos Alliance, ela não está no menu de pretendentes... até Blake lhe oferecer milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele, e além disso o dinheiro vai ser muito útil para quitar as contas médicas da família dela. Samantha só precisa disfarçar a atração que sente por seu novo marido e evitar a todo custo a cama dele.
Mas os beijos ardentes de Blake e seu charme inegável se provam muito difíceis de resistir. Era um contrato de casamento que previa tudo... menos se apaixonar. Agora só resta a Samantha proteger seu coração até que o contrato chegue ao fim.

Oi, gente. Tudo bem?
Casada até quarta é o primeiro livro da série Noivas da Semana, da autora Catherine Bybee. Eu não sabia que receberia esse livro, mas foi uma surpresa bem positiva quando este chegou (ainda mais que veio com brindes muito fofos)! A capa do livro é bonita e a sinopse chamou minha atenção, então fiquei bem ansiosa. 

Temos como protagonista Samantha Elliot, uma mulher forte que teve um passado conturbado e agora tem seu próprio negócio: uma agência de casamentos! E é através dessa agência que ela conhece Blake Harrison, um duque que está a procura de uma esposa pelo período de um ano para que possa receber sua herança.

Blake é rico e bonito e apesar de ter algumas amantes, não confia em nenhuma delas. Ele precisa se casar e manter-se assim por, pelo menos, um ano, para que possa receber a herança de seu pai. Ele não quer essa herança apenas por seu valor financeiro, mas pele valor que a aristocracia inglesa dá ao título de duque e à propriedade pertencente a este. Devido a isso, ele deve achar uma esposa o mais rápido possível e é aí que ele entra em contato com a Alliance, uma agência de casamentos nos Estados Unidos.

Desde a primeira vez em que se encontram, Blake e Samantha sentem atração um pelo outro, mas tentam deixar as coisas apenas no âmbito profissional. Porém, quando Blake não se identifica com nenhuma das candidatas, ele pede que Samantha case com ele e oferece dinheiro suficiente para que ela consiga manter sua irmã mais nova em uma confortável clínica médica. Ela aceita, mas fica cada vez mais difícil afastar de sua cabeça pensamentos pecaminosos sobre ele.



Casada até Quarta foi uma boa surpresa para mim! O começo é bem rápido, objetivo e tem seus clichês, mas conforme o enredo vai se desenvolvendo, a história vai tomando forma e coisas bem inesperadas acontecem. Então, o livro tem sim seu lado "romance de banca", mas também tem seu lado "novela mexicana" (tanto no sentido do drama quanto dos barracos).

Em 196 páginas ficou difícil desenvolver os personagens da forma como eles mereciam, sabemos que a Samantha é uma mulher forte e independente, mas eu gostaria de ter visto isso mais no caso concreto. E Blake vai se transformando ao longo do livro, se tornando um homem maduro e apaixonado ❤, mas ainda assim acredito que a autora poderia ter mostrado mais sobre como era o relacionamento dele com o pai e os motivos do pai dele ter sido daquela forma. Os personagens secundários não aparecem muito, mas porque serão eles os protagonistas dos próximos livros da série.

A atriz que interpretasse a vilã vilanesca (redundância é necessária aqui) Vanessa, com certeza receberia um Oscar. A mulher fez faculdade de Trapaça e Viborísse. Mas, confesso que apesar de eu não gostar de livros que influenciem a rivalidade entre mulheres, quando a Vanessa aparecia o livro ficava bem mais dinâmico.

- Você me faz um homem melhor, Samantha. 

O final da obra foi a parte que mais gostei, deixou todas as pontinhas fechadas e é bem fofo! O livro é rápido e fácil de ler, dá pra ler em uma tarde com uma xícara de chá na mão. O epílogo fecha com chave de ouro. 

Casada até quarta faz parte da série Noivas da Semana, que tem sete livros e eu estou bem ansiosa para ler todos! A escrita da autora é clara e bem gostosa, deixa  o leitor com vontade de ler mais, mesmo depois que o livro acaba. Dei cinco estrelas (★★★★★) no Skoob e já quero ler os próximos volumes! Beijos 💜

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Esse livro foi recebido do Grupo Editorial Record para divulgação!