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Resenha: Marca da Escuridão - Sylvia Day.

24 fevereiro 2018
Marca da Escuridão
Marked #1
Autora: Sylvia Day
Editora: Faro Editorial
Páginas: 280

Amaldiçoada por Deus, caçada por demônios, desejada por Caim e Abel…
Tudo isso em um dia normal de trabalho…
Anos atrás, Evangeline teve uma incrível noite de amor com um homem misterioso que ela nunca mais conseguiria esquecer. Mas aquele momento de prazer tornou-se um desastre de proporções bíblicas: ela recebera a Marca de Caim.
Empurrada para um mundo em que pecadores são marcados e transformados em assassinos de demônios, ela tem agora Caim como protetor e Abel como seu novo chefe, que também fica loucamente atraído por ela.
Eva torna-se então o novo e explosivo ponto de discórdia, no caso mais antigo de rivalidade entre irmãos.


Oi, gente. Tudo bem?

Eu sou uma grande fã da Sylvia Day, isso não é segredo. A série Crossfire (com 5 livros) e a série Renegade Angels (com 2 livros publicados) são duas das minhas séries favoritas da vida. Então, assim que vi os livros da série Marked na promoção, corri para comprar. 

A série Marked não é um spin-off da série Renegade Angels, mas se passa no mesmo universo de anjos caídos, demônios, lobisomens e outras criaturas. Deus existe assim como toda uma hierarquia celestial. 

Nesse primeiro volume, somos apresentados a Eva (a autora gosta desse nome, não é mesmo?), uma decoradora de interiores que mora sozinha na Califórnia. Eva tem 28 anos, é independente e autossuficiente. A série já começa marcando pontos comigo por não ter uma mocinha chata, submissa e/ou chorona. 

Em alguns flashbacks, vemos que, 10 anos atrás, Eva conheceu Alec Caim, um homem muito sedutor com quem ela perdeu sua virgindade. Porém, o que nossa protagonista não sabia é que, na verdade, ele é o Caim que aparece na bíblia. Sim, aquele mesmo que matou o próprio irmão. Além disso, Eva foi marcada por ele, ou seja, escolhida para ser uma mais uma peça na luta de Deus contra as criaturas demoníacas que ficam aterrorizando o mundo. Agora, dez anos depois, com a marca de Caim, Eva tem que ser treinada para ir atrás dessas criaturas. Adivinhem quem é o tutor dela? O Caim, claro. E adivinhem quem é o encarregado dela? O Reed Abel, irmão do Caim. Nessa altura do campeonato, o leitor já percebe que muitas tretas virão! 



Esse não foi o melhor livro que a Sylvia Day já escreveu, mas ainda assim, foi uma ótima leitura, que me prendeu do início ao fim. Eu adoro esses romances sobrenaturais bem explicados e com detalhes bem intrincados. A Sylvia criou esse novo universo cheio de teias, detalhes e lutas por poder ou reconhecimento. Eu já amava esse mundo depois de ler a série Renegade Angels, agora com a série Marked eu amo ainda mais. 

O que sempre me chama a atenção é a personalidade das protagonistas que Sylvia Day cria. Felizmente, elas nunca são aquelas virgens indefesas que vemos por aí, mas sim mocinhas fortes e independentes. E isso já é meio caminho andado para eu gostar do livro. A Eva sabe cuidar de si mesma e não fica dependendo do Reed ou do Caim, mesmo quando ela leva algumas surras. 

Ela era o fruto proibido, planejada para seduzi-lo com aquilo que jamais poderia ter. Bastava provar uma vez e Eva seria sua, mas o preço que ela pagaria destruiria os dois. 

Eu sempre digo que não gosto de triângulos amorosos. Mas, ultimamente acho que tenho dito isso mais por prevenção mesmo, ou até para evitar a fadiga. Porque quando o triângulo é bem desenvolvido, eu não me importo que tenha. O que eu quero dizer com isso? Não gosto daqueles triângulos nos quais a mocinha gosta de um cara escroto pra caramba e não gosto do mocinho legal. Ou de triângulos nos quais a mocinha fica toda indecisa e o leitor não sabe com quem ela vai ficar. Entendem? Em Marca da Escuridão, a gente sabe que Eva e Caim são o casal e que o Abel está ali só para deixar as coisas mais divertidas ;)



E, na verdade, isso é uma grande ironia da vida (ou da Sylvia). Por que? Porque eu me conectei mais com o Abel do que com o Caim. Sei que o Caim é que é o par da Eva, mas achei que o Abel é mais sexy e sarcástico. Enfim, me conquistou mais. 

A única coisa que deixou a desejar foi a edição. Tem vários errinhos de revisão que passaram a me incomodar depois de um tempo. Além disso, o livro começou a descolar da lombada logo no início da leitura. 

Sim, a série Marked é mais uma das que você tem que ter na sua prateleira. Um romance sobrenatural (ou fantasia urbana) que prende o leitor e faz com que ele queira ler mais e mais. Pra minha sorte, já comprei os dois próximos volumes da série! Bora ler! Beijos ♥

Resenha: Slade - Laurann Dohnner.

19 dezembro 2017
Slade
Novas Espécies #2
Autora: Laurann Dohner
Páginas: 352
Editora: Universo dos Livros

Durante um de seus turnos no Hospital Mercy, a doutora Trisha Norbit é encarregada de cuidar de um prisioneiro que acabou de ser resgatado dos laboratórios das Indústrias Mercile. Depois de tratado e sob efeito da medicação, 215 acorda repentinamente e tenta seduzir a médica. Apesar do perigo, ambos são envolvidos pelo desejo, mas são interrompidos pela equipe médica que intervém para salvá-la dos braços de Slade, o prisioneiro 215. Ao se reencontrarem – agora, em Homeland –, Slade não a reconhece e, quando descobre que a doutora Norbit é a mesma médica que o salvou na noite em que foi resgatado do laboratório de testes, e com quem ainda sonha frequentemente, Slade fica abalado, pois sabe que ela nunca lhe dará uma chance. A relação entre dois se torna ainda mais intensa quando a vida de Trisha está em perigo e agora, é ele quem deve salvá-la. Enquanto fogem para se salvar, o desejo se faz presente e não pode ser negado, no entanto, as consequências desse envolvimento transformará suas vidas e a vida das Novas Espécies para sempre.


Oi, gente! Tudo bem?
Um dos livros que li agora nas férias foi Slade, da Laurann Dohnner. Esse livro é o segundo volume da série Novas Espécies, que fala sobre pessoas criadas em laboratório e que tem algumas características diferentes dos humanos. O primeiro volume, Fury, contou a história de Fury e Ellie e você pode ler a resenha aqui.

Neste volume, temos como protagonistas Slade e Trisha. Ele é uma Nova Espécie Canina e ela é médica. Os dois se conhecem quando Slade é salvo do laboratório onde estava preso, porém muito machucado, vai direto ao hospital em que Trisha trabalha. Depois do breve contato que eles tem - com Slade tentando seduzir a médica - eles não conseguem esquecer daquele momento.

Já em Homeland, lar das Novas Espécies, Slade é um dos líderes da segurança, porém, mesmo lembrando daquele dia no hospital, quando Trisha chega para trabalhar ali, ele não a reconhece. Os dois começam a brigar um com o outro como cão e gato, até que chega o dia em que eles tem que fazer uma viagem e são emboscados no caminho por humanos que são contra as Novas Espécies.

A maior parte do livro se passa durante a emboscada, depois que o carro capota e cai montanha abaixo. Enquanto fogem dos humanos no meio da floresta, Slade e Trisha vão se conhecendo melhor, se é que vocês me entendem.



Eu gostei muito da personalidade dos dois personagens! A Trisha é uma mulher forte e corajosa, ao mesmo tempo em que, às vezes, é sensível. Já Slade é irônico e cabeça dura, mas vira uma flor quando se trata da Trisha. Porém, o amor dos dois me convenceu só 70%. O tempo todo eu ficava me perguntando quando foi que os dois se apaixonaram, além disso, os dois tinham problemas advindos somente da falta de comunicação. Quase me fizeram arrancar os cabelos da cabeça.

Gostei bastante desse livro ter sido diferente do anterior, com mais aventura, porém, como o livro se deu quase todos durante a emboscada, senti falta da interação com outros personagens que não aqueles humanos nojentos. Queria também ter visto um pouquinho da Ellie e do Fury.

O final do livro me surpreendeu bastante. A autora resolveu um dos grandes problemas da série nesse livro, algo que achei que faria bem mais pra frente. Mas fiquei bem feliz e ansiosa com isso. No final do livro também, ela trouxe novos personagens que amei e espero que tenha livros deles também!

Slade é uma ótima pedida para as férias! Eu gostei muito da leitura e li super rápido! Agora estou louca para comprar o livro do Justice! Alguma de vocês já leram? Não esqueçam de contar nos comentários! Beijos ♥

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Resenha: Bela Gratidão - Corey Ann Haydu

15 dezembro 2017
Bela Gratidão
Autora: Corey Ann Haydu
Páginas: 432
Editora: Galera Record
Livro cedido pela editora para divulgação. 

"Um romance sobre amadurecimento e a dureza de crescer em uma cultura que exige das mulheres nada menos que a perfeição. Corey Ann Haydu explora as complexidades da família, os limites do amor e quão duro é crescer em uma cultura que premia a beleza acima de qualquer outra coisa e cobra das mulheres nada menos que a perfeição. Uma leitura atual que dialoga direta e honestamente com a multiplicidade de questões enfrentadas por adolescentes e jovens no mundo todo – a confusão do primeiro amor, os dramas familiares e a construção da própria identidade no meio de toda essa loucura. O livro está cheio de personagens realistas, que tropeçam nos próprios medos e cometem erros com alguns dos quais é impossível não se identificar. Montana e sua irmã Arizona têm um pacto desde que a mãe as deixou: São elas duas contra todo o mundo. Com o pai sempre imerso em relacionamentos tóxicos e uma sucessão de madrastas essa foi a maneira que encontraram de seguir em frente. Mas agora que Arizona foi para a faculdade Montana se sente deixada pra trás e perdida, mergulhando em uma amizade vertiginosa e empolgante com a ousada Karissa. No meio disso tudo, Montana encontra uma distração em Bernardo. Resta saber se Montana têm a confiança necessária no que sentem um pelo outro para encaixar Bernardo na sua vida imperfeita."

Olá! Tudo bem?
Bela Gratidão é um livro de Corey Ann Haydu, a mesma autora de "Uma história de amor e toc". O livro é narrado em primeira pessoa por Montana, uma adolescente de 17 anos que foi abandonada pela sua mãe quando era criança e passou a viver com o pai que é cirurgião plástico e com a irmã, Arizona.

Montana passou a vida vendo seu pai se casando muitas e muitas vezes e todas essas vezes nenhuma deu certo. Depois que sua irmã vai para a faculdade, Montana se sente mais sozinha do que nunca já que seu pai acabara de terminar mais um relacionamento. Com a falta da irmã, Montana passa a sair com Karissa, uma menina ousada e extrovertida da aula de teatro que faz com que Montana a queira na sua vida. E temos Bernardo, um garoto que flerta com Montana de longe no parque que os dois frequentam em Nova Iorque e os dois acabam se apaixonando.


Porém, quando Arizona volta para a casa no verão, Sean, pai das meninas, anuncia mais uma namorada, mas essa é bem diferente das outras e causará muito mais impacto em Arizona e Montana do que as outras.

"Eu sou um território. Eu sou uma coisa na qual as pessoas colocam bandeiras. Querem declarar que pertenço a elas. Isso é uma coisa totalmente nova. Eu estou acostumada a ser uma coisa abandonada. Uma meia esquecida ou um brinquedo que já não se quer mais, uma lembrança vaga e simbólica de uma época da sua vida".

O livro é narrado de forma clara pela protagonista, mostrando tudo do seu ponto de vista e revelando como ela se sente, uma garota frágil que necessita da atenção do pai que só pensa em se casar muitas e muitas vezes. O livro aborda temas como o padrão de garotas "perfeitas", o pai de Montana como cirurgião plástico vê defeitos em todas as mulheres e necessita "arrumá-las", inclusive suas ex-mulheres e suas próprias filhas.

Os personagens são tão reais que realmente parece que eu já tive a oportunidade de conhecê-los pela interação que a protagonista tem com o leitor. Montana é uma adolescente frágil que se sente muito sozinha, que narra como o pai se esquece das filhas e foca nas mulheres que pretende conhecer. Arizona é uma adulta grossa e realista, não acredita no amor que é rápido demais e também não apóia as decisões do pai com relação as mulheres. Bernardo é um garoto doce, querido e amável, mostra que é completamente apaixonado por Montana a ponto de fazer loucuras como pintar o cabelo de rosa e ele com certeza foi o meu personagem preferido do livro.

Karissa é uma personagem empolgante, divertida e extremamente l-o-u-c-a, se torna a melhor amiga de Montana e passa a sair com ela todas as noites, frequentando bares sujos onde as duas conversam sobre a vida e os problemas da vida e acabam se entendendo. Karissa é uma personagem que te cativa no início do livro, uma personagem única.

A capa do livro é a mais fofa que eu já vi (um pouco diferente do enredo do livro rsrs) e muito linda que deixa os olhos brilhando ao ver a capa. A respeito do título do livro, se refere ao diário de Montana que é um diário de gratidão onde ela lista três coisas pelas quais ela é grata como um verão sem madrastas. Esse diário é incrível e pensei até em aderir!

O livro é maravilhoso, aborda assuntos que ainda não tinha lido em livros e além disso tem uma trama incrível.

Paula Nunes.

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Resenha: Lick - Kylie Scott.

07 dezembro 2017
Lick
Stage Dive #1
Autora: Kylie Scott
Páginas: 304
Editora: Universo dos Livros
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No impulso de uma noite de diversão e bebedeira em Las Vegas, Evelyn Thomas casou-se com um desconhecido. No dia seguinte, porém, ela se deu conta de que aquilo fora um terrível engano. Então, decidiu manter este pequeno deslize em segredo.
O que Evelyn não sabia era que havia se tornado a esposa do cobiçado David Ferris, guitarrista da famosa banda de rock Stage Dive. Agora, ao retornar para sua casa em Portland, ela terá de enfrentar as perseguições de repórteres, fugir às loucuras das fãs do astro e ainda encarar sua família, que não demonstrou nenhum contentamento com o ímpeto matrimonial da jovem filha.
Será que Evelyn conseguirá resistir às delícias de David a fim de permanecer como “a garota certinha” ou decidirá embarcar nessa glamourosa aventura junto ao marido rockstar?

Oi, gente. Tudo bem?
Comprei sete livros na Black Friday e terça-feira alguns deles já chegaram aqui em casa. Fiquei tão feliz que corri pra ler Lick, da Kylie Scott. Eu queria muito esse livro! Porém, essa leitura não foi nada do que eu esperava. 

Iniciamos essa leitura com a mocinha, Evelyn, passando mal em um quarto de hotel junto a um homem desconhecido. Logo ela descobre que, na bebedeira da noite anterior, eles se casaram em Las Vegas com direito à Elvis e tudo. Ev não lembra de nada e seu novo marido, chamado David, vai embora indignado falando que os advogados dele entrarão em contato. Evelyn pensa que ninguém precisa saber a bobagem que ela fez, mas percebe que isso não vai dar certo quando descobre que seu marido é o guitarrista de uma banda super famosa chamada Stage Dive. 

Para se proteger das dezenas de paparazzi e fãs ensandecidas que tem na porta de sua casa, Evelyn vai para a mansão de David em Los Angeles. Só que chegando lá, ele é ainda mais insuportável que parecia anteriormente, os advogados dele são uns cretinos, assim como o irmão dele, Jimmy. 

Quando David a leva para uma casa distante de tudo o que está acontecendo, os dois começam a pensar se não seria interessante manterem-se casados. Até porquê Ev começa a perceber que algo especial aconteceu na noite do casamento. O problema é que há uma mulher do passado de David que ainda pode estar nos pensamentos dele. 



Kylie Scott escreve bem, tem uma escrita clara. Além disso, alguns diálogos que ela escreve são super divertidos. O problema para mim foi que:

1. Tudo aconteceu muito rápido. A história mesmo se passa em questão de dias. E isso pra mim não cola, pois não consigo acreditar, dentro dessas condições, no amor dos mocinhos.

2. Os personagens não me cativaram. Ev não é uma mocinha forte, ela ficava se menosprezando, achando David lindo, maravilhoso e bom demais pra ela. Não consigo gostar de mocinhas assim. Já David não tinha nada além de um físico escultural e ser famoso. Além disso, terminei de ler o livro e não entendi bulhufas da personalidade dele.

3. Parece que a autora juntou partes legais de vários livros e colocou em um só. Sério. Por mais que isso de casamento em Vegas seja clichê, a autora poderia ter dado um rumo diferente na história e ter feito algo bem legal, mas é clichê atrás de clichê.



A estruturação dos outros personagens foi algo que me chamou a atenção. Já dá pra ter uma boa ideia de como são os outros integrantes da banda e até agora só gostei do Mal. O Ben é meio que indiferente, mas não gostei dele pelo papel que ele representou já nesse primeiro volume. O Jimmy é o maior cretino, nada justifica as coisas que ele fez. mas o Mal eu amei! Talvez só por causa dele eu continue a série. Porém, independentemente da minha opinião sobre cada personagens,. senti que eles foram bem construídos, bem pensados. Mesmo os pais da mocinha tinham atitudes referentes às suas personalidades e papéis.

Apesar das muitas críticas, dei 3 estrelas para esse livro. No geral, ele é um bom entretenimento, tem diálogos divertidos, boa construção da maior parte dos personagens e, querendo ou não, me prendeu, pois li muito rápido para saber o que aconteceria, mesmo enquanto torcia pra mocinha fugir pras montanhas sem olhar pra trás!

Vocês já leram Lick? O que acharam? Não esqueçam de comentar aqui em baixo! Beijos ♥

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Resenha: Corpo - Audrey Carlan.

19 outubro 2017
Corpo
Série/Trilogia: Trinity #1
Autora: Audrey Carlan.
Páginas: 308.
Editora: Verus. 
Exemplar recebido da editora para resenha. 

"Eu te amo. Eu te quero. Eu nunca vou te deixar." Gillian Callahan entra em pânico só de ouvir esse tipo de frase. Por anos ela viveu uma relação abusiva com seu ex-namorado violento. Agora ela está livre e segura, trabalhando para uma fundação de apoio a mulheres vítimas de violência - a mesma que a resgatou e salvou sua vida. Gillian não quer saber de homem nenhum. Até conhecer Chase Davis, o presidente da fundação. O bilionário é tão sexy e sedutor que Gillian fica sem chão. Chase sempre consegue o que quer - e ele quer Gillian.
Agora ela terá de enfrentar a batalha entre o desejo e o medo. Gillian vai conseguir confiar em Chase? Ela está segura com ele? E quão perigoso pode ser um passado sombrio... não só o dela, mas o do homem que ela aprendeu a amar?

Oi, gente. Tudo bem?
Corpo é o primeiro volume da série Trinity, da autora Audrey Carlan, mesma autora da série A Garota do Calendário. Eu ainda não havia lido nenhum livro da autora, apesar de morrer de curiosidade sobre a escrita dela.



A obra traz a história de Gillian Callahan (adorei esse nome), uma mulher independente, que trabalha para uma fundação que apoia mulheres que estão sofrendo - ou já sofreram - violência doméstica. Esse emprego é importante não apenas pela sua finalidade altruísta, mas porque a própria Gillian já foi uma vítima de violência doméstica, então é especial de uma forma pessoal para ela.

Em uma viagem a trabalho, Gillian conhece Chase Davis, um milionário que ela acaba descobrindo ser seu chefe. Os dois se envolvem rápida e profundamente, mas os passados dois dois vem à tona aos poucos tentando destruir o que o relacionamento do casal.


O ponto baixo para mim - que me levou a não dar a nota máxima ao livro - foi o início da obra. Tudo aconteceu muito rápido entre os personagens, já nas primeiras cinco páginas eles se conhecem e se envolvem. Eu queria que a autora tivesse mostrado mais os motivos do casal ter se interessado um pelo outro e não apenas a questão física.

Já os elementos positivos foram muitos... a começar pela construção e multiplicidade de personagens. Os dois protagonistas tem vidas intrincadas de detalhes, subjetividades e familiares/amigos. Deu pra ver que a autora realmente se preocupou em criar personagens realistas. Além disso, os personagens secundários são bem descritos e é fácil de conseguir imaginar suas aparências e personalidades, eles não são apenas "tapa furos".



Corpo é mais que uma história de amor, também é uma história de superação, de enfrentamento e de busca pela felicidade. A autora traz um tema importante de ser debatido: a violência doméstica, que pode ser física, emocional e/ou psicológica. A protagonista passou por um relacionamento abusivo e ainda carrega profundos traumas decorrentes disso. Deu pra perceber que a autora estudou o assunto e tentou abordá-lo de forma cuidadosa, até para, de certa forma, conscientizar.

A escrita da autora é bem atrativa, faz o leitor querer ler mais e mais. Há cenas hot bem escritas e também cenas engraçadas: as amigas da protagonista foram uma cartada de mestre da autora, pois atenuam a carga emocional mais intensa que a obra traz e ao mesmo tempo divertem o leitor. Ao final da obra, todas nós ficamos querendo uma Maria, uma Bree e uma Kat.



Mesmo com as partes clichês, Corpo é um livro que encanta e que consegue trazer algo de novo. O desfecho faz com que o leitor queira ler os próximos volumes o mais rápido possível - eu inclusive. Dei quatro estrelinhas no Skoob! Assim que eu ler os próximos livros, conto pra vocês o que achei! Beijos ♥

Você sabia que existe uma Central de Atendimento à Mulher? A ligação é gratuita e você pode ligar para denunciar casos de violência doméstica, se informar sobre os direitos das mulheres ou serviços públicos para a população feminina. O número é 180.

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Resenha: Geekerela - Ashley Poston.

04 outubro 2017


Geekereka
Autor: Ashley Poston . 
Páginas: 384.
Editora: Intrínseca.  
Nota:4.5 /5
Um divertido romance que traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje. Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas. Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário. Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam. 

Olá, gente!

A resenha de hoje é sobre um livro bem amorzinho, que eu não esperava muita coisa, mas acabei me surpreendendo positivamente.


O livro é escrito pela autora Ashley Poston, de quem eu nunca tinha ouvido falar, mas resolvi dar uma chance para o seu trabalho. Eu pensei que ia ser só mais uma história, assim nada muito profundo ou complexo, porque a capa era colorida demais, com brilhos, desenhos e se tratava de uma nova versão da história da Cinderela. Mas eu estava bem errada e que bom!

A história narra as desventuras de Elle (nossa Cinderela Geek) que vive, claro, com sua madrasta, que aqui não é tão má, perversa e cruel, só incompreensiva, distante, egoísta, falsa, hipócrita, um pouco burra e sem amor na vida, e com as filha dela, as gêmeas vloguers, descoladas, que sempre sugam tudo de bom que há ao redor. Elle mora com sua madrasta e suas irmãs postiças na casa que era de seu pai, uma casa bonita por fora e caindo aos pedaços por dentro, o que funciona como uma metáfora para a vida da madrasta e das gêmeas, que vivem de glamour e riqueza desfilando pela cidade, enquanto Elle tem que trabalhar fora para se sustentar e ainda realizar todos os reparos de que a casa precisa. Mas Elle está cansada e não vê a hora de completar 18 anos e se livrar dessa vida de sofrimento, numa casa cheia de lembranças e carente de amor.

E praticamente do outro lado do país, há Darien Freeman, o novo galã do pedaço, com seu porte atlético e sorriso marcante, Darien que foi descoberto em um seriado adolescente e agora não tem mais vida social. Darien não sabe como sua vida chegou exatamente aquele ponto, em um dia era um ninguém e no outro era a celebridade adolescente mais cobiçada do país, cercado por milhares de fãs loucas e histéricas, repórteres sempre atrás de mais uma derrapada sua e seu pai controlando todos os aspectos da sua vida, lhe proibindo até de tomar uma Fanta (esse refrigerante é crucial no desenvolvimento da narrativa).


Mas o que esses dois personagens têm comum e o que faz eles se encontrarem?

Se você disse Starfield, você está mais do que certo. 

Starfield é uma série televisiva sci-fi criada pela autora que reúne aspectos já conhecidos pela comunidade Geek e presentes em Star Wars, Star Trek, Guardiões da Galáxia, Doctor Who e franquias do gênero. Ou seja, é uma história dentro de outra história dentro de outra história (Starfield-Geekerela-Cinderela), um inception infinito.

E os dois personagens amam esse série, são realmente apaixonados, nerds de carteirinha.

Enquanto Elle herdou sua paixão de seus falecidos pais, que faziam cosplays quando o termo nem existia, que assistiam com ela a todos os episódios, que a levavam para todos os concursos e encontros nerds, e uma dessas convenções, inclusive, foi criada pelo seu pai, e é simplesmente o maior encontro de fãs de Starfield no mundo. Elle guarda sua paixão por Starfield como sua maior preciosidade da vida, porque é a única coisa que sua madrasta e irmãs não são capazes de destruir, e porque gostar de Starfield é lembrar dos seus pais, deixá-los mais próximos do coração, mais perto das estrelas.
Já Darien é filho de pais ricos separados, apesar de seus pais estarem vivos, eles não agem como pais de verdade, pois não há mais laços, nem tempo para isso, só há fama, dinheiro e reconhecimento. Então Darien ama Starfield porque a série traz lembranças de quando sua vida era mais fácil, quando ele podia simplesmente sair na rua sem ter medo de ser atacado, quando ele apenas desfrutava de bons momentos com seu pai vendo a série, e não tendo que carregar a responsabilidade de fazer um filme sobre ela, com uma multidão ensandecida lhe dizendo de todas as formas que ele não é capaz de fazer um filme dessa magnitude, de encarnar um papel tão importante.


Assim, os destinos de Elle e Darien vão se cruzar quando Elle, a maior fã de Starfield que já pisou nesse mundo, descobre que Darien Freeman, o galã adolescente, ídolo das suas irmãs postiças, vai encarnar o Príncipe da Federação, o personagem mais importante de Starfield. Elle simplesmente não aceita isto, ela se sente ultrajada e enganada e desabafa em seu blog, colocando tudo que sente nas palavras, Elle escreve uma crítica ferrenha à escolha do ator para o remake de sua série preferida, e seu texto se torna o mais visualizado da história da comunidade de artilheiros intergaláticos. Colocando em dúvida o talento de Darien Freeman e o futuro da franquia.  Em outro ponto está Darien, que quer muito fazer a diferença com a atuação desse personagem nessa história que ele ama desde sempre, mas está inseguro e não sabe se consegue.

Os personagens então se conhecem, sem se conhecer propriamente, graças a uma promoção em que  o vencedor do concurso de cosplays vai conhecer Darien Freeman, o novo rosto do Príncipe da Federação, e ganhar passagens para Los Angeles (creio). Então, por uma coincidência do destino (ou não) Elle, que quer muito participar do concurso para se livrar dessa vida de gata borralheira, conhece Darien (sem saber que é ele mesmo), quando este manda uma mensagem para o celular de seu pai por engano para cancelar sua participação no concurso por medo da recepção do público e para tomar as rédeas de sua vida. Dessa forma, um tanto inusitada e tão clichê nos nossos queridos romances YA's, os personagens começam a conversar anonimamente por mensagens de texto, criam laços e se apaixonam (claro).



Vamos, assim, acompanhar a saga de Elle para encontrar a fantasia perfeita e vencer o concurso junto com sua amiga estilista (e fada madrinha), Hera, que tem cabelo verde, ama K-pop, trabalha com ela na Abóbora Mágica, um food truck vegano, é  muito desaforada e, ao mesmo tempo, é a personagem mais amor de todas, a melhor amiga que Elle poderia ter. Não vamos esquecer do cachorro salsicha que elas adotam e se torna o companheiro de aventuras delas. E de Darien no set de gravações do filme de Starfield, tentando de todas as maneiras dar o seu melhor, enfrentando o seu pai, a imprensa, e tudo mais, para preservar seu amor por Elle, uma pessoa que se apaixonou por ele sem saber quem ele era. A partir disso, vão ocorrer várias confusões, desentendimentos, desventuras, algumas tragédias, brigas, armadilhas e muitas outras coisas que só deixam a história mais interessante.

O livro é narrado em primeira pessoa, com capítulos intercalados entre Elle e Darien, é divido em três partes: MIRAR, APONTAR PARA AS ESTRELAS e DISPARAR, que é a mensagem mais icônica da saga Starfield, e repetida incansavelmente pelos fãs, e dentro de Geekerela tem um significado metafórico, demonstrando como cada fase da história irá se desenvolver.

A linguagem é atual e a narrativa é bem fluida, pois tem muitas partes com mensagens de texto trocadas entre os personagens, pode ser que tenha muitos termos técnicos e referências a séries, filmes e livros que já conhecemos (ou não), mas a narrativa é simples, sem ser boba.

Os personagens são bem construídos, as motivações são plausíveis (quando você se dá conta que eles têm 16/17 anos) e o enredo é bem amarradinho. É um livro divertido, com uma mensagem bonita por trás, de que devemos valorizar quem somos, mesmo diante das dificuldades e que somos capazes de realizar nossos sonhos, mesmo que seja de maneiras que não havíamos imaginado.






A edição é muito bonita, muito mais do que eu esperava, com muitos detalhes pensados delicadamente por alguém que leu o livro e que mostrar o melhor dele. As páginas são amareladas, tamanho da letra bom, espaçamento grande, boa diagramação também. Os aspectos "físicos" da leitura não te cansam.

É um lançamento e aposta da Editora Intrínseca, e claro, precisa de umas melhoras aqui e ali na tradução, mas nada que atrapalhe a leitura, pois a edição é bonita demais, quase um artigo de luxo.  Parabéns a Editora pelo cuidado. Tem umas coisinhas que deveriam ser melhor contadas? Tem sim, mas não fazem tanta diferença assim no resultado final. E quanto a história só me resta dizer que eu recomendo muito, é um livro emocionante, apesar de ser uma releitura, é cheio de surpresas e diálogos engraçados, fofos e apaixonantes, que te dão vontade de grifar o livro inteiro.


Enfim, espero que vocês se apaixonem por esta história como eu me apaixonei e possam viver um romance nas estrelas como Elle e Darien. 

Até mais,

Melissa.
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Resenha: Big Rock - Lauren Blakely.

28 setembro 2017
Big Rock
Autora: Lauren Blakely
Páginas: 224
Editora: Faro Editorial

“A maioria dos homens não entendem as mulheres.”
Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam.
E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”
Quer dizer, a vida ERA assim.
Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.

Oi, gente. Tudo bem?
Quando vi a capa de Big Rock pela primeira vez, confesso que não gostei muito. Geralmente, não gosto quando a capa tem pessoas (seja rosto ou corpo). Mas as resenhas que li sobre o livro eram bem positivas, então acabei me convencendo e comprei, até porquê gostei da sinopse. 

Big Rock traz Spencer Holiday, um mocinho bem clichê: rico, mulherengo e egocêntrico. O que ele tem de diferente é que é divertido e engraçado, não aquele CEO arrogante que sempre vemos nos romances. Spencer tem um bar chamado The Lucky Spot com sua sócia Charlotte e eles são melhores amigos desde a faculdade. 

Os pais de Spencer são donos de uma grande empresa de joias. Porém, eles querem se aposentar e sabem que nenhum dos filhos quer trabalhar nesse ramo, então decidem vender a empresa. O comprador, o Sr. Offerman, é um homem conservador, machista e controlador. Pensando no bem dos pais e no futuro da empresa, Spencer quer passar uma boa imagem e decide mentir que tem uma noiva. É aí que entra Charlotte, que vai ser a noiva de mentirinha. 

Quanto mais tempo Spencer e Charlotte ficam fingindo que são noivos, mais tempo eles começam a pensar como realmente seria se eles estivessem juntos desse jeito. Depois de um beijo muy caliente, eles pensam em rever a forma como seu relacionamento se dá. 

Big Rock é inteiramente narrado pelo Spencer em primeira pessoa. Ao mesmo tempo em que é divertido saber o ponto de vista dele, senti falta do ponto de vista feminino. Charlotte nem parece ser protagonista, já que existe pouquíssimo aprofundamento de sua personalidade. Na verdade, nenhum personagem tem profundidade, nem mesmo Spencer e acho que esse é o ponto mais negativo da narrativa. 

A narrativa é bem leve, Spencer é divertido e engraçado. Acho que esse livro daria uma ótima comédia romântica daquelas que assistimos na sessão da tarde. Não é um livro que vai entrar para os favoritos, mas é uma boa leitura para passar o tempo. 

A diagramação está ótima! Embora os capítulos estejam escritos de forma errada ("cápitulo" isso incomodou muito meu TOC), eles são curtos, o que facilitou a leitura, que foi bem rápida e confortável. Como já disse lá em cima, da capa não gostei, mas o interior do livro está muito bonito. 

No geral, posso dizer que foi uma boa leitura sem altos e baixos. Li durante as férias para a Maratona Literária de Inverno e fiquei feliz com a leitura. Dei quatro estrelinhas (★★★★) no Skoob por isso. Deixei passar a questão dos personagens não terem nenhuma profundidade, pois acho que essa era a intenção da autora: divertir e entreter apenas, não emocionar.

Pelo que entendi, esse livro é o primeiro de uma duologia (ou trilogia?). O segundo livro vai falar do melhor amigo e da irmã do Spencer. Ainda não tenho certeza se vou comprar. Vocês já leram Big Rock? O que acharam? Beijos ♥ 
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Resenha: Orgulho e Preconceito - Jane Austen.

13 setembro 2017

Orgulho e Preconceito

Autora: Jane Austen 
Páginas: 399. 
Editora: Giz Editorial
Livro cedido pela editora para resenha. 

Segunda obra publicada de Jane Austen, Orgulho e Preconceito foi terminado em 1797, quando a escritora ainda não tinha completado 21 anos. Foi lançado em 1813, e seguiu o sucesso de seu primeiro livro, Razão e Sensibilidade.
Em Orgulho e Preconceito, Elizabeth Bennet, segunda de 5 filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Como em toda a obra de Austen, o texto utiliza de uma fina ironia para retratar e criticar a hipocrisia moral da virada dos séculos XVIII e XIX.

Oi, gente. Tudo bem?
Orgulho e Preconceito é um clássico lindo de mais! Sabe aquele livro que te traz emoções fortes e aquece seu coração? Orgulho e Preconceito!

Nossa protagonista é Elizabeth Bennet, ou Lizzy, ou ainda Eliza, que vive no interior da Inglaterra com seus pais e quatro irmãs, Jane, mais velha, Mary, Catherine (Kitty) e Lydia, mais novas. A história é ambientada no século XIX em uma propriedade rural que traz algum dinheiro à família, mas que não poderá ser herdada por nenhuma das filhas por elas serem mulheres. Daí vem uma grande preocupação da mãe delas em ver suas filhas casadas.

A cidade pequena - e fictícia - Meryton fica agitada com a chegada do Sr. Bingley, um solteiro que muitas mães querem como genro por ele tem uma boa condição econômica. O Sr. Bingley fica muito interessado em Jane e vice-versa. Junto com ele vem suas duas irmãs, seu cunhado e um amigo, o Sr. Darcy.

- Acredito que haja em toda personalidade uma tendência a algum mal em particular, um defeito natural, que nem mesmo a melhor educação pode superar.
- E o seu defeito é uma propensão a odiar todo mundo.
- E o seu é deliberadamente compreender mal as pessoas - ele replicou com um sorriso. 

O Sr. Darcy não é tão bonito quanto o Sr. Bingley, mas muito mais rico. Ele parece ser extremamente orgulhoso e arrogante, além de tratar as pessoas de forma hostil, como se elas fossem inferiores. Depois de perceber isso e de ouvir o Sr. Darcy falando dela, Elizabeth acaba não gostando dele - assim como a cidade inteira. Todas as vezes nas quais eles se encontram, ela faz comentários sarcásticos e irônicos.

Para o Sr. Darcy, a informação foi bem-vinda - Elizabeth ficara em Netherfield tempo o bastante. A moça o atraía mais do que ele gostaria. [...] Sabiamente, resolveu tomar muito cuidado para nenhum sinal de admiração lhe escapar. 

As coisas começam a ir mal quando, apesar de parecer que o Sr. Bingley pediria a mão de Jane em casamento, ele vai embora da cidade. Entre viagens de Jane e Elizabeth, as irmãs mais novas Kitty e Lydia, apoiadas pela mãe, procuram maridos desesperadamente entre os oficiais acampados em Meryton. Ao mesmo tempo em que Elizabeth acaba encontrando Sr. Darcy na casa de amigos e percebe que ele tem mudado as próprias atitudes. 


A narrativa é feita em terceira pessoa e, geralmente, acompanha Elizabeth, mas também mostra outros personagens. Os capítulos são curtos, mas a estrutura da obra é diferente, feito por mais diálogos do que narrativa em si e sem passagens grandes de tempo. A escrita é mais rebuscada dos livros que estou acostumada a ler, mas isso traz uma sensação totalmente nova e nos insere no ambiente no qual a história é contada. Na verdade, é maravilhoso poder ver um romance ambientado no início do século XIX por uma pessoa que realmente viveu nessa época e que tinha uma visão crítica - e irônica - sobre ela.

Temos uma grande quantidade de personagens na obra, todos bem construídos. Os personagens que mais me chamaram atenção - de forma positiva ou negativa - foram: o Sr. Collins, que é o homem mais puxa-saco que já vi na vida; Lydia, que eu quis estrangular do início ao fim do livro e os dois homens que parecem ser algo, mas na verdade não são: Wickham e Mr. Darcy. Este último, cresceu muito durante a narrativa e roubou meu coração ♥. Também devo falar sobre o Sr. Bennet, pai de Elizabeth, que assim como Jane, era o porto seguro de Lizzie e, apesar de um tanto ausente na criação das filhas, é um dos personagens que não segue as hipocrisias e a falsa moral da época, como, por exemplo, quando apoia uma de suas filhas a não se casar.




Antes de ler a obra, eu sempre me perguntava como um romance poderia ter o título "Orgulho e Preconceito", mas confesso que combina muito com a obra! O Sr. Darcy é extremamente orgulhoso e desdenha daqueles que pensa terem um menor intelecto, já Elizabeth, como o próprio Darcy diz, compreende mal as pessoas.

Dá pra entender o fascínio geral que essa Orgulho e Preconceito traz há séculos. Esse livro é com certeza um dos meus favoritos da vida! Quando mais nova, eu acredito que li uma adaptação mais simples, com pouquíssimas páginas, mas nada se compara a ler o livro original! A tradução da Giz Editorial está ótima, assim como o tratamento em geral que eles deram ao livro. Essa capa me conquistou! Acredito que todos que gostam de Orgulho e Preconceito merecem ter essa versão e aqueles que ainda não leram, estão esperando o que? Beijos ♥


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Resenha: Nossas Noites - Kent Haruf.

23 agosto 2017
Nossas Noites
Autor: Kent Haruf. 
Páginas: 160 .
Editora: Companhia das Letras.  
Nota: 5/5. ♥
Exemplar cedido pela editora para divulgação. 


Em Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis Waters. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite. Os vizinhos, no entanto, estranham a movimentação da rua, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. Neste aclamado romance, Kent Haruf retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais.

Olá, gente.

A resenha de hoje é uma cortesia da editora que eu já estava querendo ler há muito tempo. Só tinha visto a sinopse "por cima" e estava fugindo das resenhas mais descritivas, porque queria me surpreender e, de certa forma, foi uma surpresa ótima.

Antes de qualquer coisa, é um livro curto, 160 páginas, os capítulos são apenas numerados, sem título, o que eu acredito ajuda muito para leitura fluir, e os mesmos começam praticamente do meio da página e alguns deles têm apenas uma página. Então, quando você percebe já está no vigésimo capítulo, leu sem pular as páginas e tem todas as informações das quais precisa, de uma forma concisa, sem muito floreios, mas de uma beleza singular.

Aliás, o que me chamou a atenção nesse livro foi a simplicidade em vários aspectos, na escrita, na narração, na própria história, nos personagens, e isso me encantou de uma forma muito especial. Não é uma história sobre grandes acontecimentos históricos, nem personagens heróicos derrotando monstros imaginários, não que eu seja contra isso, muito pelo contrário, gosto muito. Mas sabe quando você  fica meio saturado de certo tipo de história? Foi o que aconteceu comigo, e poder ler esse livro, com uma narrativa tão singela e personagens tão apaixonantes, que me deu um gás de ler mais e me deixou com um quentinho no coração.


Mas vamos a história.

Addie é uma senhorinha viúva de 70 anos, que perdeu um filho e o marido, enquanto seu outro filho está distante dela, tanto em quilômetros quanto em sentimentos, e agora se sente muito só. Ela mora numa cidade  do interior, com uma paisagem bem campesina, tem uma amiga, Ruth, que é uma senhorinha mais velha do que ela, e que, pra mim, é uma das melhores personagens do livro. Na mesma rua de Addie mora Louis, um professor de inglês, viúvo, com uma filha que também mora longe dele, e da qual se sente responsável pela vida que ela tem por erros que ele cometeu no passado, e que também se sente muito sozinho.

Então, Addie vai até a casa de Louis e lhe faz uma proposta: que este fosse dormir com ela todas as noites, para que pudessem conversar e ambos não se sentissem tão solitários. Ele, após pensar um pouco, decide aceitar e a história se desenvolve aos poucos, a cada noite em que Louis passa na casa de Addie e eles vão ficando mais próximos.

As conversas são o ponto alto do livro, nestas são debatidos alguns assuntos tabus na velhice, e são coisas muito factíveis, pessoas que qualquer um poderia conhecer. É a história mais romântica sem clichês exagerados que eu já li.

O livro percorre o dia-a-dia, e por isso traz não só as coisas boas, mas os pensamentos, delírios e enfados. Nem todos os dias são excessivamente emocionantes, mas todos os dias são únicos por apenas existirem. E isso é bonito demais, gente.

"Só quero levar uma vida simples e prestar atenção no que acontece a cada dia. E vir dormir com você à noite.
Bom, isso é o que estamos fazendo. Quemm imaginaria a essa altura da vida, nós ainda poderíamos ter algo desse tipo? Que afinal ainda existe, sim, espaço para mudanças e entusiasmos na nossa vida. E que nós ainda não estamos acabados nem física nem espiritualmente."

No meio desses dias, acompanhamos Addie e Louis, e suas aventuras com Ruth, Jamie (o neto de Addie) e Bonnie (a cachorrinha dele), e a vontade que dá é de estar lá com eles, comendo um sanduíche de queijo com maçã debaixo de uma grande árvore e tomando banho num riacho cristalino.

E em como todas as grandes histórias de amor, essa também tem suas pedras no caminho, e a gente fica só torcendo quietinho do outro lado, para que tudo dê certo no final.

Enfim, se tiverem tempo, leiam! É um livro tão curtinho, mas de uma grandeza sentimental, que acredito que todos deveriam ler. Então é isso, gente.

Até mais,

Melissa Espínola.


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Resenha: Armadilha - Melanie Raabe.

24 julho 2017
Armadilha
Autora: Melanie Raabe
Páginas: 304
Editora: Jangada
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Exemplar recebido em parceria com a editora. 

Linda, uma escritora best-seller, vive reclusa em sua casa à beira de um lago desde o assassinato de sua irmã mais nova há doze anos. O assassino nunca foi pego, mas Linda o viu de relance, e agora ela acaba de reconhecer seu rosto na TV. Ele é Victor, um brilhante jornalista. Pensando numa saída para pegá-lo, ela escreve um best-seller baseado no assassinato da irmã e concorda em conceder uma única entrevista à imprensa, em sua casa, para Victor. A partir daí tem início um embate perturbador. Cheio de reviravoltas, tensão e terror psicológico.

Oi, gente. Tudo bem?
Todo mundo que me conhece sabe que um dos meus gêneros literários favoritos é o suspense/mistério. E confesso que sou bem exigente com esse gênero! Sempre que escolho um para ler, espero ser surpreendida, espero que o autor tenha pensado em algo que me deixe pensando "nem em mil anos eu imaginaria isso!". 

Armadilha é um suspense, mas mais que isso, ele é um thriller. Ou seja, além do mistério, ainda tem aquela carga emocional que deixa o leitor agoniado. E, embora tenha sido uma leitura interessante, não foi nem de longe um dos meus suspenses favoritos. 

Nessa obra temos Linda, uma escritora famosa que não sai de casa há uns onze anos. A irmã dela, Anna, foi assassina há doze anos atrás e apenas Linda viu o assassino. Porém, como o assassino não foi encontrado, nem todo mundo acredita em Linda. 

Agora, doze anos depois, Linda reconhece o assassino da sua irmã na TV, ele é um jornalista chamado Victor Lenzen. Ela decide conceder uma entrevista para ele na sua casa com o objetivo de conseguir alguma prova de que foi ele que cometeu o assassinato de Anna. Porém, essa armadilha não funciona exatamente como Linda esperava. Então, a história toma um rumo diferente do esperado pelo leitor. 



Armadilha é um ótimo thriller, mas não é um bom suspense. Diferentemente de outros livros do gênero, Armadilha não traz várias opções de assassinos em potencial para o leitor ficar confuso pensando "quem matou? como? WTF?". Nessa obra, temos apenas duas opções e a verdadeira é a mais óbvia, pelo menos para mim. Então, não acho que essa obra possa ser considerada um bom mistério. Maaaaas...

Enquanto thriller, Armadilha me satisfez. A protagonista tem muitos problemas emocionais e psicológicos, então a gente não sabe se ela está falando a verdade, se ela não se lembra ou se ela está simplesmente imaginando como poderia ter sido (sim, tem cenas inteiras apenas fruto da imaginação dela). E isso prende o leitor, a gente quer descobrir se a mulher está completamente louca ou se ainda tem um pouco de razão nela. 

Um ponto positivo para a autora foi a construção da protagonista: Linda está tão doente psicologicamente, que é quase palpável. Com o passar da leitura, eu achava que eu também estava ficando louca. Melanie Raabe conseguiu fazer com que eu me colocasse no lugar da personagem, que eu vivesse esse livro, parecia que eu estava lá, sofrendo com a Linda, levando cada susto. 

"Sei que deveria fazer alguma coisa antes que seja tarde demais, antes que eu caia por completo no turbilhão da depressão, que me puxa para baixo, para a escuridão. Sei que deveria conversar com um médico, deixar que me prescrevesse alguma coisa, mas não consigo me levantar. O esforço físico parece excessivamente grade. E, no fundo, tanto faz". 

Outro ponto positivo foi a ambientação em um lugar diferente dos outros livros que costumo ler. Tudo bem que Linda passa quase o livro inteiro dentro de sua casa, mas eu consegui aprender um pouco mais sobre Munique, na Alemanha. 

Se você quer um livro pesado, com reviravoltas impressionantes, quer levar uns sustos, mas não se preocupa tanto em ficar surpreso com a descoberta do assassino, então Armadilha é uma boa pedida! Beijos ♥ 

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Resenha: A Rainha de Tearling - Erika Johansen.

11 julho 2017

A Rainha de Tearling
Autora: Erika Johansen
Páginas: 352
Editora: Suma de Letras


Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.

O livro A Rainha de Tearling apresenta uma história medieval, onde a monarquia ainda predominava e que ocorriam muitas guerras por disputa de terras e reinos. 
O livro nos apresenta Kelsea, a princesa herdeira do reino de Tearling, que até seus dezenove anos foi mantida escondida com pais adotivos em um chalé, por decisão de sua mãe, Rainha Elyssa, para que fosse educada e treinada pois precisava se tornar uma grande rainha.

Quando a Guarda da Rainha aparece no chalé onde viveu por dezenove anos para buscá-la, ela dá adeus aos seus pais adotivos e ruma, junto a guarda, para uma nova vida na Fortaleza. Mas Kelsea não imaginava que encontraria tantos inimigos querendo matá-la e tantas coisas que ainda não sabe sobre si mesma.

Kelsea se mostra ser destemida, corajosa, leal e bondosa com todos. Se surpreende ao ver seu povo na mais miserável vida e decidi por fim a esse sofrimento ao povo e se torna querida por todos antes mesmo de se sentar ao trono que se encontra ocupado por seu tio que vive luxuosamente sem se importar com o povo e só consigo mesmo.

Como se já não tivesse inimigos suficientes, A Rainha Vermelha, rainha do reino de Mortmesne também quer Kelsea morta, mas a rainha vermelha é uma vilã inteligente, audaciosa e que calcula como pode invadir Tearling e matar Kelsea para se livrar da princesa que todos a chamam de Rainha Verdadeira.
Vamos descobrindo magia no decorrer do livro vinda da rainha vermelha e das safiras que Kelsea carrega consigo para mostrar ser de fato a rainha de Tearling.



 Não há nenhum romance na trama, ocorre um "gostar" de Kelsea e Fetch, mas não aparece realmente se era recíproco da parte dele. O livro gira em torno de grandes rainhas e isso foi um ponto que eu achei interessante por não abordar reis que geralmente tem em livros medievais.

Os personagens são extremamente cativantes. Começando por Kelsea, ela mostra desde o início do livro ser uma pessoa corajosa, inteligente, bondosa, leal que daria sua vida pelo povo. Sua mãe, A rainha Elyssa que morrera a alguns anos antes era vaidosa, se preocupava demais com a beleza deixando coisas realmente importantes de lado e Kelsea é o contrário da mãe, em relação a aparência, Kelsea não se considera bonita, se considera comum e predomina sempre o que vem de dentro, o caráter.

Os guardas da rainha, no início do livro, devo confessar que não estava gostando de nenhum! Mas no decorrer do livro acabei gostando de todos, o mundo realmente dá voltas. Clava foi o meu preferido. Ele parecia carrancudo, enigmático e misterioso, mas se mostra fiel a Kelsea, corajoso, com habilidades fora do comum e muito leal a rainha.

Fetch, o pai dos ladrões, realmente foi uma surpresa para mim, foi algo diferenciado dos livros, uma rainha gostar de um ladrão. Pareceu ser recíproco até certa parte, mas é duvidoso, pois Fetch é misterioso, não revela sentimentos, é um ladrão procurado pelo reino inteiro e que não sente dó nem piedade na hora de cometer suas crueldades.

É um livro maravilhoso, com uma narrativa clara, objetiva e uma narrativa coloquial encantadora. A autora envolve o leitor no livro, fazendo ler muito do livro todos os dias e nem percebemos quando o livro acaba de tão envolvente e quando acaba é uma sensação de: por que eu não li mais devagar?

Confesso que fiquei confusa em relação de ser o passado, já que a era medieval já se foi, ou se é um futuro no qual as coisas relacionadas a tecnologia já aconteceram, mas se perderam em um oceano e novamente voltou essa era da fala coloquial, vestidos compridos e a monarquia.

A capa é linda, mas a impressão contém letras pequenas que dificultam na hora da leitura, mas você vai se acostumando e nem percebe depois o tamanho da fonte.

É um livro que não deixa o leitor cansado de coisas repetidas justamente por que tudo dentro da trama é uma surpresa e é aquele típico livro que faz você pedir só mais um capítulo.

Paula Nunes.

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