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Resenha: Marca da Escuridão - Sylvia Day.

24 fevereiro 2018
Marca da Escuridão
Marked #1
Autora: Sylvia Day
Editora: Faro Editorial
Páginas: 280

Amaldiçoada por Deus, caçada por demônios, desejada por Caim e Abel…
Tudo isso em um dia normal de trabalho…
Anos atrás, Evangeline teve uma incrível noite de amor com um homem misterioso que ela nunca mais conseguiria esquecer. Mas aquele momento de prazer tornou-se um desastre de proporções bíblicas: ela recebera a Marca de Caim.
Empurrada para um mundo em que pecadores são marcados e transformados em assassinos de demônios, ela tem agora Caim como protetor e Abel como seu novo chefe, que também fica loucamente atraído por ela.
Eva torna-se então o novo e explosivo ponto de discórdia, no caso mais antigo de rivalidade entre irmãos.


Oi, gente. Tudo bem?

Eu sou uma grande fã da Sylvia Day, isso não é segredo. A série Crossfire (com 5 livros) e a série Renegade Angels (com 2 livros publicados) são duas das minhas séries favoritas da vida. Então, assim que vi os livros da série Marked na promoção, corri para comprar. 

A série Marked não é um spin-off da série Renegade Angels, mas se passa no mesmo universo de anjos caídos, demônios, lobisomens e outras criaturas. Deus existe assim como toda uma hierarquia celestial. 

Nesse primeiro volume, somos apresentados a Eva (a autora gosta desse nome, não é mesmo?), uma decoradora de interiores que mora sozinha na Califórnia. Eva tem 28 anos, é independente e autossuficiente. A série já começa marcando pontos comigo por não ter uma mocinha chata, submissa e/ou chorona. 

Em alguns flashbacks, vemos que, 10 anos atrás, Eva conheceu Alec Caim, um homem muito sedutor com quem ela perdeu sua virgindade. Porém, o que nossa protagonista não sabia é que, na verdade, ele é o Caim que aparece na bíblia. Sim, aquele mesmo que matou o próprio irmão. Além disso, Eva foi marcada por ele, ou seja, escolhida para ser uma mais uma peça na luta de Deus contra as criaturas demoníacas que ficam aterrorizando o mundo. Agora, dez anos depois, com a marca de Caim, Eva tem que ser treinada para ir atrás dessas criaturas. Adivinhem quem é o tutor dela? O Caim, claro. E adivinhem quem é o encarregado dela? O Reed Abel, irmão do Caim. Nessa altura do campeonato, o leitor já percebe que muitas tretas virão! 



Esse não foi o melhor livro que a Sylvia Day já escreveu, mas ainda assim, foi uma ótima leitura, que me prendeu do início ao fim. Eu adoro esses romances sobrenaturais bem explicados e com detalhes bem intrincados. A Sylvia criou esse novo universo cheio de teias, detalhes e lutas por poder ou reconhecimento. Eu já amava esse mundo depois de ler a série Renegade Angels, agora com a série Marked eu amo ainda mais. 

O que sempre me chama a atenção é a personalidade das protagonistas que Sylvia Day cria. Felizmente, elas nunca são aquelas virgens indefesas que vemos por aí, mas sim mocinhas fortes e independentes. E isso já é meio caminho andado para eu gostar do livro. A Eva sabe cuidar de si mesma e não fica dependendo do Reed ou do Caim, mesmo quando ela leva algumas surras. 

Ela era o fruto proibido, planejada para seduzi-lo com aquilo que jamais poderia ter. Bastava provar uma vez e Eva seria sua, mas o preço que ela pagaria destruiria os dois. 

Eu sempre digo que não gosto de triângulos amorosos. Mas, ultimamente acho que tenho dito isso mais por prevenção mesmo, ou até para evitar a fadiga. Porque quando o triângulo é bem desenvolvido, eu não me importo que tenha. O que eu quero dizer com isso? Não gosto daqueles triângulos nos quais a mocinha gosta de um cara escroto pra caramba e não gosto do mocinho legal. Ou de triângulos nos quais a mocinha fica toda indecisa e o leitor não sabe com quem ela vai ficar. Entendem? Em Marca da Escuridão, a gente sabe que Eva e Caim são o casal e que o Abel está ali só para deixar as coisas mais divertidas ;)



E, na verdade, isso é uma grande ironia da vida (ou da Sylvia). Por que? Porque eu me conectei mais com o Abel do que com o Caim. Sei que o Caim é que é o par da Eva, mas achei que o Abel é mais sexy e sarcástico. Enfim, me conquistou mais. 

A única coisa que deixou a desejar foi a edição. Tem vários errinhos de revisão que passaram a me incomodar depois de um tempo. Além disso, o livro começou a descolar da lombada logo no início da leitura. 

Sim, a série Marked é mais uma das que você tem que ter na sua prateleira. Um romance sobrenatural (ou fantasia urbana) que prende o leitor e faz com que ele queira ler mais e mais. Pra minha sorte, já comprei os dois próximos volumes da série! Bora ler! Beijos

Resenha: Meu vizinho indiscreto - Mari Monni e Luísa Aranha.

16 fevereiro 2018

Meu vizinho indiscreto
Autoras: Mari Monni e Luísa Aranha
Páginas: 234 páginas

Qual foi a coisa mais inesperada que você já viu quando olhou para a janela do seu vizinho? Quando Henrique olha para o outro lado da rua e vê uma mulher completamente nua passeando pela sala, ele fica hipnotizado. Como não ficar? Afinal, ela é só curvas e cabelos coloridos.
Melhor ainda quando ela retribui o seu olhar...
Dia após dia, as coisas começam a esquentar e eles descobrem que o prazer pode estar onde menos esperam. Só que se apaixonarem estava fora de questão. Certo?
Henrique é um arquiteto desempregado, fazendo bico como barman para poder pagar as contas. Mika é a cantora de uma banda que vem crescendo bastante.
Ele, um cara responsável. Ela, uma mulher descomplicada e que adora curtir a vida.
O que acontece quando os dois se cruzam e descobrem que algo pode acontecer além da janela?

Oi, gente. Tudo bem?
Uma das parceiras lindas do blog em 2018 é a autora Mari Monni! Falei um pouco mais sobre ela e sobre suas obras aqui. Em conjunto com a autora Luísa Aranha, a Mari escreveu a obra Meu Vizinho Indiscreto, um romance picante que me conquistou! 

Meu Vizinho Indiscreto conta a história de Micaela, ou Mika, uma mulher que está realizando o sonho de se tornar independente! Ela é vocalista de uma banda formada apenas por mulheres (amei isso!) e já consegue se manter com a grana que ganha tocando em bares. Agora, ela tem o próprio apartamento e está muito feliz de poder se manter sozinha e não ter que morar mais com a mãe e com o padrasto cretino. 

Do outro lado da história (e da rua), temos Henrique! Ele batalhou muito pra chegar onde chegou, já que sua família nunca teve boa condição financeira. Agora, ele é formado em arquitetura, trabalha em uma multinacional e mora sozinho. Porém, Henrique sente que falta alguma coisa na sua vida para que ele seja, de fato, feliz. É quando ele vê, no apartamento do outro lado da rua, uma mulher linda e... pelada! 

Conforme os dias passam, Henrique e Mika ficam se olhando pela janela (e fazendo outras coisitas mais, se é que vocês me entendem) e acabam criando um laço sem sequer terem se falado. Porém, eles acabam se conhecendo (sem se reconhecer) quando, depois de ser demitido, Henrique passa a trabalhar no mesmo bar em que Mika canta. As coisas vão ficando mais quentes, mas também mais complicadas. 



A escrita das autoras é leve e objetiva, prendendo o leitor de uma forma que eu mesma, quando dei por mim, já havia realizado 73% da leitura em pouquíssimo tempo. Narrados ora pela Mika ora pelo Henrique, os capítulos só me incomodaram em um fator: repetiam parte do capítulo anterior, só que na perspectiva do outro personagem. Então, às vezes, ficava meio maçante ler a mesma coisa outra vez. 

Os personagens são bem construídos, tem várias camadas. Eles são gente como a gente. A Mika é independente, sexy e rabugenta. O Henrique é um fofo, apaixonado e metido a engraçadinho. Mas, o que mais me chamou a atenção foi que os dois crescem com a narrativa. A Mika, que era toda cínica em relação ao amor, consegue dar o braço a torcer e deixar de ser orgulhosa para se entregar ao amor. Eu queria ter visto mais dos personagens secundários, espero que as autoras escrevam uma série com as integrantes da banda Estrogenium, seria bem legal! 

Além de bem escrito, o romance é divertido! O Henrique é um cara bem pra cima que não se deixa abater e sempre vê as coisas pelo lado positivo. Os capítulos narrados por ele são bem gostosos de ler! 

O único ponto negativo pra mim na história toda foi a competição feminina. Vocês sabem que não gosto quando as mulheres ficam se xingando de palavrões e competindo. Sei que na vida real tem muito disso (e, provavelmente, foi isso que as autoras quiseram retratar), mas acredito que a gente possa utilizar a literatura para unir as mulheres contra o machismo! 

Meu Vizinho Indiscreto é um romance sexy e despretensioso que prende o leitor até o fim. Fiquei apaixonada por vários trechos da história, porém meu kindle me sacaneou e não consegui acessar minhas notas pra colocar aqui pra vocês. Se vocês querem algo divertido e leve para ler, Meu Vizinho Indiscreto é a pedida! Beijos

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Resenha: Treze - FML Pepper.

26 dezembro 2017
Treze
Autora: FML Pepper
Editora: Galera Record
Páginas: 406


Às vésperas de cometer o maior golpe de sua vida, a cética Rebeca vai a um parque de diversões decadente e se depara com uma enigmática cartomante que, contra a sua vontade, faz uma série de previsões bizarras sobre seu futuro. Para seu desespero, todas as nefastas previsões viriam a se concretizar e a arremessariam em um furacão de perdas e de derrotas. Quando sua vida chega ao fundo do poço, circunstâncias inesperadas lhe dão a chance de um recomeço e, querendo ou não, agora Rebeca não pode desprezar a última e mais perturbadora previsão da vidente: o número TREZE, ou melhor, o décimo terceiro namorado seria o homem que traria sua salvação. Longe dele, sua existência seria apenas caos e ruína. O que Rebeca jamais poderia imaginar, no entanto, é a que a cartomante camuflaria o predestinado atrás de charadas. Dois rapazes surgem em seu caminho e se encaixam perfeitamente nas pistas, mas apenas um deles será o grande amor da sua vida. É chegada a hora de decifrar o enigma do coração ou arriscar perder tudo para sempre.

Oi, gente. Tudo bem?
Desde que eu li alguns quotes de Treze no Facebook da autora, fiquei louca de vontade de ler esse livro. Além disso, a capa é linda de mais e eu fiquei muito curiosa, ainda mais por saber quão diferente é a protagonista.

Treze pode ser classificado como new-adult e nos traz a história de Rebeca, uma garota brasileira que, junto com sua mãe, comete alguns golpes por dinheiro. Um pouco antes de realizar o que ela acredita ser seu último golpe, ela encontra uma cartomante, a Madame Nadeje, que parece ser, na verdade, uma grande charlatã. A mulher faz algumas previsões, porém Rebeca não acredita em nada, afinal é super cética e não acredita nem no amor. 

No dia do golpe, porém, dá tudo errado e Rebeca acaba tendo que fazer um acordo com um policial antigo amigo de seu pai. Já na faculdade, com outra identidade, Rebeca e sua amiga, Suzy, dividem apartamento e tentam viver uma vida normal, porém cheia de restrições. Suzy acredita nas previsões de Madame Nadeje e, após algumas destas se concretizarem, Rebeca também passa a acreditar.

Uma das previsões de Madame Nadeje era que o namorado de número 13 de Rebeca seria o homem de sua vida. Então, Rebeca acaba conhecendo Eric, um rapaz que se encaixa em todos os requisitos listados pela cartomante e além de tudo é um fofo. Porém, ela ainda não teve 13 namorados e precisa sair com mais alguns caras antes de finalmente poder sair com Eric e fazer com que ele seja o décimo terceiro. É aí que ela acaba conhecendo Karl, que faz com que ela fique extremamente confusa em relação ao que pensa sentir por Eric.


A Rebeca tem uma personalidade incrível! Ela é forte e corajosa. Até o fato dela ser cética eu gostei. Ela é uma mocinha real, que luta pelo que quer e não deixa nenhum ente querido para trás. Me irritei um pouquinho com algumas atitudes dela, mas ela agiu de acordo com o que acreditava.

Outro personagem que gostei muito foi o Karl, ex-lutador de MMA! Eu queria esganar ele às vezes, mas mesmo assim, ele derreteu meu coração. Tem capítulos nos quais o leitor vê a história pelos olhos do Karl e é muito legal ver a forma como ele pensa. Além disso, ele também tem toda uma história, um passado que tem um grave acidente de moto e uma ex-namorada (que eu odiei, inclusive).

A escrita da autora está impecável,mais uma vez. Os capítulos são divididos entre a Rebeca e o Karl e podemos ver um pouco sobre o que cada um vai sentindo com o decorrer da história, em primeira pessoa.

O que me chamou muito a atenção foram as reviravoltas que aconteceram durante o enredo. Em uma página era calmaria, na outra era gritaria, risos. Eu, enquanto leitora, não estava preparada pras coisas que a autora preparou. Por outro lado, se tem algo que me impediu de dar 5 estrelas para esse livro, foi que parece que tudo que aconteceu na história era para que a Rebeca deixasse de ser cética. Parece que a cartomante brincou com a vida dela e não acho que nenhuma entidade realmente faria isso. É por isso que temos livre arbítrio, né? Então, para mim, o desfecho não funcionou, mas todo o restante da obra sim!

Quero ler cada vez mais livros da autora, amei a escrita dela! Vocês já leram Treze? O que acharam? Beijos

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Resenha: Slade - Laurann Dohnner.

19 dezembro 2017
Slade
Novas Espécies #2
Autora: Laurann Dohner
Páginas: 352
Editora: Universo dos Livros

Durante um de seus turnos no Hospital Mercy, a doutora Trisha Norbit é encarregada de cuidar de um prisioneiro que acabou de ser resgatado dos laboratórios das Indústrias Mercile. Depois de tratado e sob efeito da medicação, 215 acorda repentinamente e tenta seduzir a médica. Apesar do perigo, ambos são envolvidos pelo desejo, mas são interrompidos pela equipe médica que intervém para salvá-la dos braços de Slade, o prisioneiro 215. Ao se reencontrarem – agora, em Homeland –, Slade não a reconhece e, quando descobre que a doutora Norbit é a mesma médica que o salvou na noite em que foi resgatado do laboratório de testes, e com quem ainda sonha frequentemente, Slade fica abalado, pois sabe que ela nunca lhe dará uma chance. A relação entre dois se torna ainda mais intensa quando a vida de Trisha está em perigo e agora, é ele quem deve salvá-la. Enquanto fogem para se salvar, o desejo se faz presente e não pode ser negado, no entanto, as consequências desse envolvimento transformará suas vidas e a vida das Novas Espécies para sempre.


Oi, gente! Tudo bem?
Um dos livros que li agora nas férias foi Slade, da Laurann Dohnner. Esse livro é o segundo volume da série Novas Espécies, que fala sobre pessoas criadas em laboratório e que tem algumas características diferentes dos humanos. O primeiro volume, Fury, contou a história de Fury e Ellie e você pode ler a resenha aqui.

Neste volume, temos como protagonistas Slade e Trisha. Ele é uma Nova Espécie Canina e ela é médica. Os dois se conhecem quando Slade é salvo do laboratório onde estava preso, porém muito machucado, vai direto ao hospital em que Trisha trabalha. Depois do breve contato que eles tem - com Slade tentando seduzir a médica - eles não conseguem esquecer daquele momento.

Já em Homeland, lar das Novas Espécies, Slade é um dos líderes da segurança, porém, mesmo lembrando daquele dia no hospital, quando Trisha chega para trabalhar ali, ele não a reconhece. Os dois começam a brigar um com o outro como cão e gato, até que chega o dia em que eles tem que fazer uma viagem e são emboscados no caminho por humanos que são contra as Novas Espécies.

A maior parte do livro se passa durante a emboscada, depois que o carro capota e cai montanha abaixo. Enquanto fogem dos humanos no meio da floresta, Slade e Trisha vão se conhecendo melhor, se é que vocês me entendem.



Eu gostei muito da personalidade dos dois personagens! A Trisha é uma mulher forte e corajosa, ao mesmo tempo em que, às vezes, é sensível. Já Slade é irônico e cabeça dura, mas vira uma flor quando se trata da Trisha. Porém, o amor dos dois me convenceu só 70%. O tempo todo eu ficava me perguntando quando foi que os dois se apaixonaram, além disso, os dois tinham problemas advindos somente da falta de comunicação. Quase me fizeram arrancar os cabelos da cabeça.

Gostei bastante desse livro ter sido diferente do anterior, com mais aventura, porém, como o livro se deu quase todos durante a emboscada, senti falta da interação com outros personagens que não aqueles humanos nojentos. Queria também ter visto um pouquinho da Ellie e do Fury.

O final do livro me surpreendeu bastante. A autora resolveu um dos grandes problemas da série nesse livro, algo que achei que faria bem mais pra frente. Mas fiquei bem feliz e ansiosa com isso. No final do livro também, ela trouxe novos personagens que amei e espero que tenha livros deles também!

Slade é uma ótima pedida para as férias! Eu gostei muito da leitura e li super rápido! Agora estou louca para comprar o livro do Justice! Alguma de vocês já leram? Não esqueçam de contar nos comentários! Beijos

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Resenha: Não Pare! - FML Pepper

20 novembro 2017
Não Pare! 
#1 da trilogia Não Pare!
Autora: FML Pepper
Páginas: 280
Editora: Valentina

Nina Scott não suportava mais a vida nômade e solitária que sua mãe, Stela, a obrigava a ter. Mudar de cidade ou de país a cada piscar de olhos, conviver com tantas perguntas que a consumiam, assombrada por mistérios de um passado guardado a sete chaves. Agora, aos 16 anos, a garota das estranhas pupilas verticais exigia respostas.
E, para sua péssima sorte, elas já estavam a caminho!
Quando Stela decide ficar em Nova York, Nina acredita que seu sonho de ter uma vida normal vai se tornar realidade. Finalmente terminará o ano letivo em um mesmo colégio, poderá fazer amigos sem ter que abandoná-los em seguida, viver um grande amor, amadurecer, criar raízes... Enfim, curtir a juventude.
Mas o “normal” está muito longe da vida de Nina!
Perdida no olho de um furacão de mortes e inexplicáveis acidentes, tendo que esconder os terríveis fatos da mãe paranoica, Nina começa a desconfiar da própria sanidade mental, de tudo e de todos. O que explicaria os paralisantes calafrios, a perda de visão e de memória que experimentava sempre que alguém morria ao seu redor? O que ela teria a ver com os bizarros e sobrenaturais acontecimentos? Estariam eles interligados?
Seria a Morte sua companheira para toda a vida?
É chegada a hora da verdade.

Oi, gente.Tudo bem?
Não Pare! é o primeiro livro de uma trilogia de Young Adult brasileira da autora FML Pepper. Eu já tinha começado a ler esse livro há um bom tempo, porém não consegui finalizar a leitura. Agora que estou de férias, esse foi o primeiro livro que quis terminar e fiquei muito feliz com essa escolha.

Nina e sua mãe, Stela, vivem se mudando de um país para o outro o tempo todo. Nunca dá tempo da adolescente fazer amigos na escola ou na vizinhança, pois assim que chegam em determinado lugar, sua mãe já quer se mudar. Além disso, estranhos acontecimentos e acidentes rondam Nina, o que faz com que ela pense que é extremamente azarada.

A similaridade entre mim e aquela folha chegava a assustar: solitária, sem destino, impossibilitada de um pouso tranquilo e feliz. 

Quando se mudam para Nova York, Stela tem uma boa notícia: elas não vão mais se mudar! Nina fica tão feliz, que se abre para a amizade com Melly. E é bem interessante ver as duas interagirem e quebrarem um pouco da tensão presente no resto da narrativa. Para evitar que sua mãe mude de ideia, Nina passa a esconder os acidentes que tem sofrido.

Na nova escola, além de Melly, ela conhece dois garotos: Kevin, que parece um anjo, é lindo e super fofo com ela. E também Richard, que é muito grosso com ela e tem um quê de bad boy. Inicialmente, ela prefere Kevin, mas com o tempo, ela vai começando a ter um sentimento confuso em relação à Richard.

O livro meio que se divide em duas partes: a primeira parte, na qual conhecemos os personagens, onde Nina claramente está sendo perseguida e alguém está tentando matá-la, onde ficamos na dúvida sobre tudo e todos, até sobre a mãe dela; e a segunda parte, onde nós leitores já temos uma visão maior do que está acontecendo, mas a Nina continua negando a realidade para si mesma. As duas partes tem muita tensão e pancadaria! 



O ponto baixo do livro com certeza são as atitudes de Richard com relação a Nina. Sério. Claro que, com o desenvolver da leitura, a gente acaba entendendo o lado dele e vendo porquê ele era assim com ela e com todo mundo. Porém, ainda assim não consegui me envolver com ele.

Algo que me deixou confusa foram os calafrios que a protagonista sente no início da obra. Quando eles começavam a ser descritos, eu ficava "o que está acontecendo?". Só lá pelo quarto calafrio que eu percebi o que era. Porém, a intenção da autora poderia ser exatamente essa, deixar o leitor na dúvida e pensando estar maluco assim como a Nina, risos.

O que mais gostei em Não Pare! com certeza foi a escrita da autora, que é clara, coesa e prende o leitor com maestria (por isso acredito que as partes dos calafrios foram propositais). A FML Pepper escreve muito bem!

O mundo criado pela autora é diferente dos outros mundos paralelos que vejo nos livros por aí, e isso foi algo positivo para mim. Ela soube inovar em algo que muita gente faz. Claro que sei que recém li o primeiro livro e que tem muito do novo mundo pra eu ver, mas o que vi, gostei!

Foi quando me deparei com um par de olhos absurdamente azuis por debaixo de grossas sobrancelhas negras que me fariam perder o chão, se eu já não estivesse deitada sobre ele. Eram de um azul-turquesa vivo incomum, muito brilhante e tão penetrante quanto um tiro de fuzil num coração sem colete à prova de balas. 

A mocinha é uma incógnita pra mim. Ora eu amava ela e a personalidade dela, ora eu odiava as atitudes que ela tomava. Sabe quando você assiste filme de terror e fica gritando pros personagens "sai daí, corre daí"? Era eu com a Nina. Acredito que apesar de, às vezes, ela tomar umas atitudes que eu não tomaria, ela é uma mocinha forte! Maaas, com certeza eu teria descoberto algumas coisas antes dela hahaha

Sobre os outros personagens, eu senti que a autora poderia ter desenvolvido mais eles, sabe? A maior parte ficou como figurante, os caras estavam lá para se apaixonar pela Nina ou para matá-la e os que queriam matá-la eram bem parecidos, eram quase os mesmos personagens com nomes diferentes. A personagem que mais gostei foi a Stela. A Melly também é super fofa, quero ver se vamos saber mais sobre ela nos próximos volumes.

A leitura da obra foi muito rápida pra mim, não consegui largar o livro antes de terminá-lo. E dá pra ver que ainda tem muita coisa pra acontecer! Então, minha ansiedade está nas alturas. Claramente, muita coisa ficou em aberto. Fiquei muito curiosa para ir para o segundo e terceiro volume. E assim que fizer isso, venho contar pra vocês como a história da Nina termina. Beijos


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Resenha: Corpo - Audrey Carlan.

19 outubro 2017
Corpo
Série/Trilogia: Trinity #1
Autora: Audrey Carlan.
Páginas: 308.
Editora: Verus. 
Exemplar recebido da editora para resenha. 

"Eu te amo. Eu te quero. Eu nunca vou te deixar." Gillian Callahan entra em pânico só de ouvir esse tipo de frase. Por anos ela viveu uma relação abusiva com seu ex-namorado violento. Agora ela está livre e segura, trabalhando para uma fundação de apoio a mulheres vítimas de violência - a mesma que a resgatou e salvou sua vida. Gillian não quer saber de homem nenhum. Até conhecer Chase Davis, o presidente da fundação. O bilionário é tão sexy e sedutor que Gillian fica sem chão. Chase sempre consegue o que quer - e ele quer Gillian.
Agora ela terá de enfrentar a batalha entre o desejo e o medo. Gillian vai conseguir confiar em Chase? Ela está segura com ele? E quão perigoso pode ser um passado sombrio... não só o dela, mas o do homem que ela aprendeu a amar?

Oi, gente. Tudo bem?
Corpo é o primeiro volume da série Trinity, da autora Audrey Carlan, mesma autora da série A Garota do Calendário. Eu ainda não havia lido nenhum livro da autora, apesar de morrer de curiosidade sobre a escrita dela.



A obra traz a história de Gillian Callahan (adorei esse nome), uma mulher independente, que trabalha para uma fundação que apoia mulheres que estão sofrendo - ou já sofreram - violência doméstica. Esse emprego é importante não apenas pela sua finalidade altruísta, mas porque a própria Gillian já foi uma vítima de violência doméstica, então é especial de uma forma pessoal para ela.

Em uma viagem a trabalho, Gillian conhece Chase Davis, um milionário que ela acaba descobrindo ser seu chefe. Os dois se envolvem rápida e profundamente, mas os passados dois dois vem à tona aos poucos tentando destruir o que o relacionamento do casal.


O ponto baixo para mim - que me levou a não dar a nota máxima ao livro - foi o início da obra. Tudo aconteceu muito rápido entre os personagens, já nas primeiras cinco páginas eles se conhecem e se envolvem. Eu queria que a autora tivesse mostrado mais os motivos do casal ter se interessado um pelo outro e não apenas a questão física.

Já os elementos positivos foram muitos... a começar pela construção e multiplicidade de personagens. Os dois protagonistas tem vidas intrincadas de detalhes, subjetividades e familiares/amigos. Deu pra ver que a autora realmente se preocupou em criar personagens realistas. Além disso, os personagens secundários são bem descritos e é fácil de conseguir imaginar suas aparências e personalidades, eles não são apenas "tapa furos".



Corpo é mais que uma história de amor, também é uma história de superação, de enfrentamento e de busca pela felicidade. A autora traz um tema importante de ser debatido: a violência doméstica, que pode ser física, emocional e/ou psicológica. A protagonista passou por um relacionamento abusivo e ainda carrega profundos traumas decorrentes disso. Deu pra perceber que a autora estudou o assunto e tentou abordá-lo de forma cuidadosa, até para, de certa forma, conscientizar.

A escrita da autora é bem atrativa, faz o leitor querer ler mais e mais. Há cenas hot bem escritas e também cenas engraçadas: as amigas da protagonista foram uma cartada de mestre da autora, pois atenuam a carga emocional mais intensa que a obra traz e ao mesmo tempo divertem o leitor. Ao final da obra, todas nós ficamos querendo uma Maria, uma Bree e uma Kat.



Mesmo com as partes clichês, Corpo é um livro que encanta e que consegue trazer algo de novo. O desfecho faz com que o leitor queira ler os próximos volumes o mais rápido possível - eu inclusive. Dei quatro estrelinhas no Skoob! Assim que eu ler os próximos livros, conto pra vocês o que achei! Beijos

Você sabia que existe uma Central de Atendimento à Mulher? A ligação é gratuita e você pode ligar para denunciar casos de violência doméstica, se informar sobre os direitos das mulheres ou serviços públicos para a população feminina. O número é 180.

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Resenha: Big Rock - Lauren Blakely.

28 setembro 2017
Big Rock
Autora: Lauren Blakely
Páginas: 224
Editora: Faro Editorial

“A maioria dos homens não entendem as mulheres.”
Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam.
E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”
Quer dizer, a vida ERA assim.
Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.

Oi, gente. Tudo bem?
Quando vi a capa de Big Rock pela primeira vez, confesso que não gostei muito. Geralmente, não gosto quando a capa tem pessoas (seja rosto ou corpo). Mas as resenhas que li sobre o livro eram bem positivas, então acabei me convencendo e comprei, até porquê gostei da sinopse. 

Big Rock traz Spencer Holiday, um mocinho bem clichê: rico, mulherengo e egocêntrico. O que ele tem de diferente é que é divertido e engraçado, não aquele CEO arrogante que sempre vemos nos romances. Spencer tem um bar chamado The Lucky Spot com sua sócia Charlotte e eles são melhores amigos desde a faculdade. 

Os pais de Spencer são donos de uma grande empresa de joias. Porém, eles querem se aposentar e sabem que nenhum dos filhos quer trabalhar nesse ramo, então decidem vender a empresa. O comprador, o Sr. Offerman, é um homem conservador, machista e controlador. Pensando no bem dos pais e no futuro da empresa, Spencer quer passar uma boa imagem e decide mentir que tem uma noiva. É aí que entra Charlotte, que vai ser a noiva de mentirinha. 

Quanto mais tempo Spencer e Charlotte ficam fingindo que são noivos, mais tempo eles começam a pensar como realmente seria se eles estivessem juntos desse jeito. Depois de um beijo muy caliente, eles pensam em rever a forma como seu relacionamento se dá. 

Big Rock é inteiramente narrado pelo Spencer em primeira pessoa. Ao mesmo tempo em que é divertido saber o ponto de vista dele, senti falta do ponto de vista feminino. Charlotte nem parece ser protagonista, já que existe pouquíssimo aprofundamento de sua personalidade. Na verdade, nenhum personagem tem profundidade, nem mesmo Spencer e acho que esse é o ponto mais negativo da narrativa. 

A narrativa é bem leve, Spencer é divertido e engraçado. Acho que esse livro daria uma ótima comédia romântica daquelas que assistimos na sessão da tarde. Não é um livro que vai entrar para os favoritos, mas é uma boa leitura para passar o tempo. 

A diagramação está ótima! Embora os capítulos estejam escritos de forma errada ("cápitulo" isso incomodou muito meu TOC), eles são curtos, o que facilitou a leitura, que foi bem rápida e confortável. Como já disse lá em cima, da capa não gostei, mas o interior do livro está muito bonito. 

No geral, posso dizer que foi uma boa leitura sem altos e baixos. Li durante as férias para a Maratona Literária de Inverno e fiquei feliz com a leitura. Dei quatro estrelinhas (★★★★) no Skoob por isso. Deixei passar a questão dos personagens não terem nenhuma profundidade, pois acho que essa era a intenção da autora: divertir e entreter apenas, não emocionar.

Pelo que entendi, esse livro é o primeiro de uma duologia (ou trilogia?). O segundo livro vai falar do melhor amigo e da irmã do Spencer. Ainda não tenho certeza se vou comprar. Vocês já leram Big Rock? O que acharam? Beijos ♥ 
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Resenha: A febre do amanhecer - Péter Gárdos.

19 julho 2017
A Febre do Amanhecer
Autor: Péter Gárdos. 
Páginas: 216.
Editora: Companhia das Letras. 
Exemplar cedido pela editora para divulgação. 

Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

Faz algum tempo que não leio um livro baseado em fatos reais, geralmente esses livros não são minha primeira pedida, mas reconheço que A Febre do Amanhecer me fez querer ler mais obras do gênero. 

Esse livro foi escrito pelo autor Péter Gárdos, que se baseou na vida dos próprios pais para escrevê-lo. O autor também é diretor de filmes e ainda antes de escrever esse livro, fez um filme sobre o que seus progenitores passaram durante a Segunda Guerra Mundial

Nesse frio, só assim mesmo rs

Miklos, pai do autor, é um húngaro, judeu, que saiu de um campo de concentração e agora está em uma espécie de hospital na Suécia (está mais para acampamento que hospital). Ele teve tifo e agora sofre de tuberculose. O médico lhe disse que ele teria apenas mais seis meses de vida. Porém, Miklos não acredita que vai morrer e quer muito se casar, então consegue uma lista com mais de cem nomes de mulheres húngaras e envia uma carta a cada uma delas. Uma das mulheres que lhe responde é Lili, jovem de 18 anos que também está internada, mas em uma cidade distante dali. Os dois começam a se corresponder e logo querem se encontrar. 

Entre a narrativa do autor, vemos trechos das cartas que seus pais mandaram um para o outro. No início, eles utilizam uma linguagem mais formal, chamando-se de "senhor" e "senhorita", mas depois, conforme vão se conhecendo, os dois começam a ser amigos e a trocar não só banalidades, mas assuntos sérios. O tempo passa e eles começam a se gostar de verdade. 


A Febre do Amanhecer tem uma grande carga emocional, eu já esperava isso, considerando que é um livro que se trata de guerra e pós-guerra. As pessoas perderam suas famílias e lares, várias ainda estavam doentes, e as lembranças são terríveis: os pais de Miklos passaram por campos de concentração, viram a morte de milhares de conhecidos e desconhecidos, pegaram doenças... Lili esqueceu o próprio nome em determinado momento. Mas, ainda sim, o autor conseguiu preservar certa leveza na obra. Ele focou no pós-guerra, mostrando como seus pais se apaixonaram e não no que sofreram. Até porque, o autor diz que seus pais sempre evitavam falar sobre as atrocidades da guerra perto dele. 

Algo que me marcou durante a leitura foi perceber que a guerra, mesmo depois de acabar, permanece nas pessoas afetadas por ela. Não apenas fisicamente, mas emocionalmente também. A 2º guerra fez Miklos e Lili repensarem não apenas suas ideias políticas, mas religiosas e sociais também. 

A narrativa do autor é bem objetiva, vai direto ao ponto. Ele conta através do ponto de vista dos pais o que aconteceu. Traz trechos das cartas trocadas por Miklos e Lili, mostrado ao leitor como os dois viam o mundo e o que acontecia ao seu redor. Confesso que senti falta de mais descrição do ambiente, das pessoas, de tudo... Mas isso é entendível, considerando que o autor não estava lá para ver as coisas. 

Já faz trinta horas que minha vida
corre sobre trilhos ardentes sem fim.
Olhei-me no espelho e é tão estranho
que agora sou simplesmente feliz.
Trinta horas - como voam os minutos,
mas a cada minuto te amo mais!
Não é verdade que agora apertas, sem largar,
essa mão recém encontrada e exausta? 

O que me fez não dar a nota máxima ao livro foi que senti que o livro estava incompleto. O leitor não sabe como o autor ou seus pais descobriram quem estava delatando Lili ao rabino. Isso é uma incógnita, o livro termina bem na parte que a pessoa está delatando Lili novamente, quase acreditei que meu livro veio sem algumas páginas, mas há epílogo, então acho que está tudo certo com meu exemplar. Eu também queria saber o que aconteceu aos outros personagens. 

O ponto positivo, para mim, foi ver a forma como o casal se apaixona mesmo sem se conhecer pessoalmente. Isso não acontece muito nos dias de hoje, não é mesmo? Adorei os poemas de Miklos e a forma como Lili reagia a eles. Confesso que se Péter Gárdos tivesse publicado apenas as cartas, sem narrativa alguma, eu ainda assim leria a obra. Além disso, a capa é linda, tem uma textura gostosa de passar a mão e a editora arrasou na diagramação!

Dei 4 estrelinhas (★★★★) no Skoob! Recomendo a leitura, que é rápida e gostosa! Beijos

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Resenha: Eu me importo - Jôbney Melo.

29 junho 2017
Eu me Importo
Autor: Jôbney Melo
Páginas: 298. 
Editora: Multifoco. 
Livro cedido em parceria com o autor.

Belmonte é uma nação cuja economia passa por um bom momento, no entanto sofre com o aumento da violência e o sentimento de impunidade. É nesse ambiente em que Edgar, político esperançoso, e Jaiwson, professor de biologia, tentam fazer algo que colabore para a mudança dessa violenta realidade. Eu me importo é uma comovente história sobre a importância da vida humana, onde cada indivíduo pode contribuir para valorizar o que há de mais precioso: a vida.


Oi, gente. Tudo bem?
Recebi o livro "Eu me Importo" em parceria com o autor Jôbney Melo faz algum tempo e, hoje, finalmente consegui trazer essa resenha para vocês! Essa resenha foi uma das que levei mais tempo para escrever e penso que poderia até escrever um artigo sobre esse livro.

Eu me importo traz uma nação fictícia chamada Belmonte, que está passando por um bom momento econômico, mas que, por outro lado, sofre com a extrema violência que assola o país. Temos dois protagonistas: Jaiwson e Edgar, que não se conhecem, mas se veem com o mesmo dilema: chamar a atenção das pessoas para a realidade do país.

O número de vítimas da violência só aumenta, e a nossa indiferença também. 

Jaiwson é professor de biologia, casado e tem um filho pequeno. Vive dia após dia com a sensação de que algo está faltando. Voltando de carro da casa dos sogros, ele reencontra uma amiga da faculdade que está participando de uma manifestação em prol da vida humana e, a partir daí, começa a se perguntar o que ele próprio faz para mudar a situação crítica na qual seu país se encontra.

Edgar é um político que acabou de escrever a proposta da Reforma Áurea a Favor da Vida, que prevê investimentos na segurança pública para combater a violência e a impunidade. Muitos inimigos e políticos de outros partidos querem banir essa reforma, fazendo tudo o que é possível para atingir seus objetivos.

Acho importante também falar um pouco do Sal, homem que já foi do exército, mas hoje ganha a vida assaltando pequenos estabelecimentos com seu grupo de "capangas". Nos capítulos que vemos um pouco do seu passado revoltante e como ele se tornou o homem que é.



A narrativa de Jôbney é bem objetiva, contando a história coesa e claramente. O autor se utiliza da narrativa em terceira pessoa para mostrar o ponto de vista de diferentes personagens. Algo que achei um tanto desnecessário foram os capítulos nomeados, que muitas vezes traziam spoiler. Eram títulos mais ou menos assim: "Fulana de tal vai ao encontro de Ciclana e fica com remorso".  Mas, depois acabei achando esses títulos engraçados.

Eu me Importo tem um grande conteúdo e, mesmo sendo ficção, remete à realidade. A diversidade dos personagens foi um fator muito positivo para mim, eles foram bem desenvolvidos mesmo em um número de páginas reduzido e também são bem reais, pessoas que vemos todos os dias.

O final do livro foi bem contemplativo, fechou todas as pontas e me deixou satisfeita enquanto leitora. Algo que eu mudaria na obra seria apenas a capa, que não condiz tanto assim com a obra e também valorizaria mais a diagramação.

- Ela morreu acreditando e tentando conscientizar pessoas como você, alertando que não basta ficar só em casa à espera de que as coisas mudem de uma hora para outra em Belmonte. 

O que mais gostei durante essa leitura foram as reflexões que esta me trouxe. Minha cabeça ficou cheia de pensamentos e tive que dar um tempo antes de ler outro livro.

A Reforma Áurea a Favor da Vida que o deputado Edgar propõe faz algum sentido, mas é bem rasa. Não estou fazendo uma crítica ao autor ou ao livro, mas contando para vocês um pouco do que pensei durante a leitura. Tal reforma prevê investimento em segurança pública. E eu entendo que não é apenas isso que se deve levar em consideração quando se quer enfrentar a violência. Se a punição fosse o suficiente para acabar com o crime, a violência no Brasil já teria acabado, considerando que nossas prisões estão superlotadas. Temos que ir além dessa  lógica cruel de "crime e castigo".



Tem uma parte do livro que o Jaiwson fala que a educação também tem que ser levada em consideração para acabarmos com a violência. Penso que não apenas a educação, mas também a política pública, seja em saúde, assistência, previdência, na própria educação, etc. Devemos criar ferramentas e estratégias para que o crime não aconteça. Percebam que não estou dizendo que pessoas que cometem violência não devem ser presas, mas sim que algo deve ser feito para que essa pessoa não precise cometer crime nenhum. 

Eu mesmo, como professor, sei como o esquecimento da educação, por parte de nossos representantes, tem ajudado a afundar o país. Com a atual política governamental de corte de verbas, porém, fica difícil pensar na aprovação da lei. 

Outro ponto que percebi foram os inimigos do Edgar vendo a reforma como gasto, dizendo que ela se utilizaria de muito dinheiro. Vários deputados brasileiros pensam a mesmíssima coisa! Coincidência? Percebemos que apesar de ser obrigação do Estado prever o bem estar do seu cidadão, sempre que uma política pública é pensada para isso, é vista com desdém por parte da população, como "ajuda" aos pobres e como gasto, mas não como investimento. Muitas pessoas não percebem que o país não é uma empresa, não tem que dar lucro.

A naturalização da morte também aparece na obra, quando um personagem morre (não é spoiler, é personagem figurante hehe) e pessoas começam a tirar fotos e filmar. Isso é cruel e desumano, mas acontece o tempo todo. Quando o livro citou a valorização da vida humana, minha mente voou. Pensei que a vida não deve ser pensada no sentido de "sobreviver", ou seja, fazer com que um sujeito não morra, mas deve sim ser vista em si, no sentido de viver plenamente, de ter uma boa vivência.

Gente, enfim... esse livro dá um debate enorme e eu tive que cortar algumas partes do que escrevi para que essa resenha não ficasse tão grande. Eu poderia ficar horas aqui falando sobre tudo isso e também sobre apelo popular, justiça egoísta, seletividade de criminosos... A questão é que sou muito ativa politicamente e qualquer menção ao assunto já quero problematizar, risos.

Resumindo, esse livro fala o quanto é importante que as pessoas não apenas pensem e debatam os problemas da sociedade em que vivem, mas que lutem para transformar essa realidade. E esse tema sempre me traz milhões de reflexões e questionamentos, espero que traga para vocês também. Super indico!

Beijos!

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Resenha: Tá todo mundo mal - Jout Jout

23 fevereiro 2017
Tá todo mundo mal
Autora: Julia Tolezano (Jout Jout)
Páginas: 200.
Editora: Companhia das Letras
Comprar: Amazon | Cultura

Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em tá todo mundo mal, ela reuniu as suas "melhores" angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, "Jout Jout, Prazer".
Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!

Oi, gente. Tudo bem?

Pra variar um pouco, hoje tem um livro de Crônicas, e é nacional!

O livro reúne diversas crônicas sobre as crises que qualquer um pode ter, mas nesse caso quem passou por tudo isso foi Jout Jout, o que deixou tudo mais engraçado. São histórias leves e, ao mesmo tempo, profundas, que nos remetem às nossas próprias descobertas como seres humanos, enquanto outras só vão te fazer rir mesmo, o que é ótimo.

No decorrer do livro, nos deparamos não só com crises, mas com alternativas pra sair delas. Enfim, não há muito mais o que contar sem dar spoiler, só lendo pra saber.

Recomendo pra se ler numa tarde ociosa ou na espera do dentista, é um livro pra todas as ocasiões e pra te deixar feliz, mas não vá com grandes expectativas, até porque, como a própria autora diz são as expectativas na maioria das vezes que nos fazem sentir culpados por não atingi-las.

Então, fiquem confortáveis e aproveitem a leitura!

Abraços.

Resenha: Uma chance para recomeçar - Diana Scarpine.

22 dezembro 2016
Uma Chance Para Recomeçar
Autora: Diana Scarpine. 
Editora: Pandorga. 
Páginas: 432.
Livro recebido em parceria com a autora. 

Carina é uma workaholic rica e bem-sucedida cuja vida se resume ao trabalho. Afogada em estresse, ela não se importa com a solidão que habita seu coração, pois o amor nunca foi uma das suas prioridades, até que algo inusitado acontece. Repentinamente, ela se vê privada do trabalho e deseja aplacar a solidão que a consome, principalmente quando conhece Aurélio, que a trata de uma forma diferente da qual ela está acostumada. Consumido pela tragédia que vitimou sua família e deixou-lhe sequelas físicas e emocionais, Aurélio não quer nada além de se afundar cada vez mais na dor e na culpa que sente. Suas certezas começam a ficar abaladas à medida que Carina se aproxima cada vez mais dele. Quantos obstáculos precisam ser vencidos para recomeçar? O amor é capaz de vencer as amarras do passado e o preconceito?

Oi, gente. Tudo bem? 
Há muito tempo não tínhamos uma resenha aqui no blog, né? Para finalizar esse período triste, trago para vocês a resenha de um livro nacional! 

Uma Chance para Recomeçar, da Diana Scarpine, é um livro que tem um público bem específico: pessoas que gostam de romance e MUITO drama. Mais que isso, a pessoa precisa se identificar com esse último tema. 

Carina vive para trabalhar. Ofuscada por sua irmã mais velha, se sente feia e pensa que ninguém nunca se interessará por ela. Provavelmente por causa do estresse, metade do rosto de Carina fica paralisada e ela precisa ir ao médico, fisioterapia e etc. O massagista com quem ela vai consultar é Aurélio. 

Aurélio era um cara normal e bonito até sofrer um acidente de carro que mata sua filha e sua esposa. Desfigurado e amargurado, ele vive com sua mãe e o trabalho é a única coisa que ele faz. 

Os dois se conhecem e fica claro para o leitor que o casal tem uma química, mesmo que eles mesmos demorem pra assumir isso. O problema é que os dois tem problemas pessoais muito grandes que impedem que o relacionamento deles engrene de verdade. 

O capítulos são divididos: ora narrados pela Carina e ora narrados pelo Aurélio. Os dois estão tão enterrados nas suas próprias tristezas, que não pensam em mais nada que não seja isso, então em certos momentos, a narrativa ficava um pouco cansativa, sem diálogos e muito dramática. O drama nunca foi meu estilo favorito, então essas partes ficavam um pouco pesadas para mim. 

O que mais gostei na história, foi o tom poético com que a autora escrevia por diversas vezes, assim como os diálogos dos protagonistas. Eles são duas pessoas muito feridas, então estavam sempre na defensiva, achando que seriam ofendidos a qualquer momento, então é bom ver que com o passar do tempo isso vai mudando, eles vão se abrindo um para o outro. 

A construção dos personagens também é incrível. Os dois passaram por momentos difíceis em suas vidas, então por mais que eu torcesse pra eles pararem de bobagem e se amarem de uma vez, suas atitudes eram compreensíveis. 

Como eu falei no início da resenha, o público desse livro é bem específico, a pessoa tem que gostar muito de drama. Eu não sou a fã número um do gênero e por isso não dei 5 estrelas, dei 4 pois acredito que os Drama Lovers terão ouro nas mãos com essa leitura. 

Uma Chance para Recomeçar é, antes de tudo, uma história de superação, de acreditar em si mesmo antes de acreditar em outra pessoa ou até mesmo no amor.  

Beijos! 

Resenha: Boa Noite - Pam Gonçalves.

21 outubro 2016

Boa Noite
Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera Record
Páginas: 240. 

Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação - em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Oi, gente. Tudo bem?
Esse livro foi uma boa surpresa para mim, que estava tentando não criar expectativas em relação a ele. Eu sou grande fã do canal da Pam e não queria me decepcionar. Mas, fiquei bem feliz com a leitura e vou explicar os motivos.

Sem querer repetir muito a sinopse... Ao entrar na universidade para o curso de Engenharia da Computação, Alina entra também para uma república, onde moram outras três pessoas: Gustavo, Manu e Talita. E esses três e as festas para as quais eles levam a Alina são o ponto alto da vida dela, já que na turma dela, repleta de rapazes que acreditam que esse curso não é para meninas, ela não se sente bem. Alina acaba conhecendo um rapaz, só que ele não parece tão confiável assim aos olhos do leitor. Ao mesmo tempo, várias meninas tem sido dopadas nas festas da universidade.

O que eu mais gostei nesse livro foi o foco na questão dos abusos sexuais. O romance da protagonista ficou como plano de fundo e não como principal. Fiquei muito feliz que a Pam tenha usado o livro dela para conscientizar, além de entreter. Outro ponto que me chamou muito a atenção, positivamente, foi a diversidade: podemos ver a questão do machismo, racismo, homofobia...

Os personagens escritos pela Pam são bem diferentes e característicos, não tem como confundi-los. E agora meu novo crush literário é o Gustavo <3 A Pam disse que Boa Noite não terá continuação, mas talvez spin-off com a Manu e fiquei bem feliz por isso!

Eu gostei da escrita da Pam, achei bem simples, fácil de entender, mas confesso que fiquei com um pé atrás com a narrativa em primeira pessoa. Outro fator que me fez não dar cinco estrelas para este livro foi a questão dos estereótipos dos cursos da faculdade. Acredito que nem em todos os lugares os cursos citados tem esses rótulos. 

A foto tá sem qualidade, mas valeu a pena! 

Alguém já leu Boa Noite? Me contem o que acharam! Beijos <3 


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Resenha: O Voo da Libélula - Michel Bussi.

04 setembro 2016
O Voo da Libélula
Autor: Michel Bussi. 
Páginas: 400. 
Editora: Arqueiro. 

Na noite de 23 de dezembro de 1980, um avião cai na fronteira entre a França e a Suíça, deixando apenas uma sobrevivente: uma bebê de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade.
Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo o país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredicto do tribunal, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade.
Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida. No momento em que vai puxar o gatilho, o detetive descobre um segredo que muda tudo. Porém, antes que possa revelar a solução do caso, ele é assassinado.
Após ler o diário, Lylie fica transtornada e desaparece, deixando o caderno com seu irmão, que precisará usar toda a sua inteligência para resolver um mistério cheio de camadas e reviravoltas.


O Voo da Libélula é um mistério publicado pela Editora Arqueiro que me chamou atenção assim que foi lançado. Depois de comprar o livro, ele ficou na minha prateleira até eu ter tempo de lê-lo - demorou tanto que até pus na minha meta de leitura no Skoob. Como sou uma grande fã de mistérios, estava com a expectativa lá em cima, vamos conferir se esse livro a alcançou. 

Resumindo a história do livro, na década de 80, um avião caiu e deixou apenas uma sobrevivente: uma bebê de três meses. Como haviam duas bebês no voo, iniciou-se uma batalha judicial para ver que família ficaria com a criança: a rica, cheia de influência ou a pobre, que tinha mais apoio popular. Uma das famílias vence, mas ainda não se tem certeza qual a real identidade da garota, então a outra família contrata um detetive, Crédule
É quando a menina chamada Lylie (mistura de Lyse-Rose com Émilie) faz dezoito anos que nossa história começa. O detetive é assassinado e agora resta à Marc, irmão de Lylie descobrir inúmeros mistérios: qual a verdadeira origem de Lylie, porque ela desapareceu e quem matou Crédule. 

O fato de eu ser grande fã e leitora de mistérios implica em duas coisas importantes sobre essa leitura: minhas altas expectativas e minha "experiência" com esse gênero de livros. Por eu já estar acostumada a ler livros assim, eu já vou criando várias teorias ao decorrer da obra e meu objetivo (por mais estranho que pareça) é que todas elas estejam erradas, pois adoro ser surpreendida e ficar pensando "não acredito que esse autor me enganou desse jeito, como eu não pensei nisso?". 

Com O Voo da Libélula, eu consegui desvendar um dos mistérios logo de cara e fiquei um tanto decepcionada por isso, mas quando chegou ao final da leitura eu fui sim surpreendida pela resolução dos outros mistérios (os dois que eu citei e alguns menores que apareceram com o passar da história). Então, sim, fiquei feliz com essa leitura, afinal o autor conseguiu me surpreender. 

Algo que gostei muito na obra foi o desenvolvimento dos personagens e o relacionamento entre eles, o autor conseguiu nos convencer de relacionamentos fora do comum, ele faz o leitor torcer por coisas que nunca se imaginou torcendo antes. Quem leu o livro vai entender do que estou falando. 

Sobre a narrativa, as partes que mais gostei foras as do Marc, apesar de ser um pouco tonto (essa palavra o descreve muito bem, acreditem) ele é carismático e me conquistou completamente. As partes em que ele lê o diário de Crédule, porém, achei um tanto lentas de mais, me fazendo, por várias vezes, ler super rápido sem prestar muita atenção. 

Se eu indico esse livro? Claro! E não apenas aos amantes de mistério, mas a todos os leitores que se interessaram pela sinopse, porque Michel Bussi consegue surpreender o leitor de uma forma ou de outra. 

Beijos <3

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Resenha: Um amor de Cinema - Victoria Van Tiem.

01 setembro 2016
Um amor de cinema
Autor:Victoria Van Tiem
Páginas: 294.
Editora: Verus
Nota: 4.5/5  
Compre: Saraiva l Submarino

Neste irresistível romance, Kenzi Shaw, uma designer fanática por filmes, é lançada nas águas turbulentas do amor — ao estilo de Hollywood — quando seu lindo ex-namorado lhe propõe uma série de desafios relacionados a comédias românticas para reconquistar seu coração.Que garota não gostaria de vivenciar a cena das compras de Uma linda mulher? É o desafio número dois da lista. Ou tentar fazer os passos de dança de Dirty dancing? É o número cinco. Uma lista, dez momentos românticos de filmes e várias aventuras depois, Kenzi se pergunta: ela deve se casar com o homem que sua família adora ou arriscar tudo por um amor de cinema? 


Oi, gente

Bom, a resenha de hoje é bem leve e descontraída, o tipo de história fofa sem grandes pretensões, mas que conquista de cara porque é (quase) impossível não se envolver com os personagens.

Tudo começa quando o ex-namorado de Kenzi reaparece de forma completamente inesperada na sua vida. Então ela se vê diante de um grande problema: a segurança do namoro sólido (quase casamento) com Bradley ou o irresistível amor do passado, Shane?

Bem, essa pergunta só é respondida nas últimas páginas, o que deixa a gente morrendo de curiosidade até o final e torcendo pro ship dar certo. 

O desenvolvimento do livro mostra o crescimento da personagem, e como ela reavalia aspectos da sua vida, com os quais ela estava extremamente frustrada e insatisfeita e decide mudar.

Como todo boa comédia-romântica, aqui você encontra lágrimas, risos, trapalhadas monumentais, ciúmes, traições, mentiras, histórias mal contadas, uma família um tanto incompreensiva e questionamentos sobre futuro profissional e amoroso, além claro, de grandes gestos românticos (quando eu digo grandes, quero dizer enormes, de fazer a gente suspirar e abrir um sorriso bobo!)

Falando nas grandes demonstrações de afeto, não podemos esquecer que a nossa mocinha é apaixonada (viciada) em filmes românticos, sendo capaz de até recriar de cor as cenas. E é por meio da sua grande paixão pelos filmes que Kenzi se encontra e reconhece seu verdadeiro amor.

Esse livro é completamente lindo, por favor, leiam.

E quem se interessar pela filmologia trazida no livro, pode acessar essa playlist aqui:

Playlist do livro Um amor de Cinema


 Melissa.

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