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Resenha: Treze - FML Pepper.

26 dezembro 2017
Treze
Autora: FML Pepper
Editora: Galera Record
Páginas: 406


Às vésperas de cometer o maior golpe de sua vida, a cética Rebeca vai a um parque de diversões decadente e se depara com uma enigmática cartomante que, contra a sua vontade, faz uma série de previsões bizarras sobre seu futuro. Para seu desespero, todas as nefastas previsões viriam a se concretizar e a arremessariam em um furacão de perdas e de derrotas. Quando sua vida chega ao fundo do poço, circunstâncias inesperadas lhe dão a chance de um recomeço e, querendo ou não, agora Rebeca não pode desprezar a última e mais perturbadora previsão da vidente: o número TREZE, ou melhor, o décimo terceiro namorado seria o homem que traria sua salvação. Longe dele, sua existência seria apenas caos e ruína. O que Rebeca jamais poderia imaginar, no entanto, é a que a cartomante camuflaria o predestinado atrás de charadas. Dois rapazes surgem em seu caminho e se encaixam perfeitamente nas pistas, mas apenas um deles será o grande amor da sua vida. É chegada a hora de decifrar o enigma do coração ou arriscar perder tudo para sempre.

Oi, gente. Tudo bem?
Desde que eu li alguns quotes de Treze no Facebook da autora, fiquei louca de vontade de ler esse livro. Além disso, a capa é linda de mais e eu fiquei muito curiosa, ainda mais por saber quão diferente é a protagonista.

Treze pode ser classificado como new-adult e nos traz a história de Rebeca, uma garota brasileira que, junto com sua mãe, comete alguns golpes por dinheiro. Um pouco antes de realizar o que ela acredita ser seu último golpe, ela encontra uma cartomante, a Madame Nadeje, que parece ser, na verdade, uma grande charlatã. A mulher faz algumas previsões, porém Rebeca não acredita em nada, afinal é super cética e não acredita nem no amor. 

No dia do golpe, porém, dá tudo errado e Rebeca acaba tendo que fazer um acordo com um policial antigo amigo de seu pai. Já na faculdade, com outra identidade, Rebeca e sua amiga, Suzy, dividem apartamento e tentam viver uma vida normal, porém cheia de restrições. Suzy acredita nas previsões de Madame Nadeje e, após algumas destas se concretizarem, Rebeca também passa a acreditar.

Uma das previsões de Madame Nadeje era que o namorado de número 13 de Rebeca seria o homem de sua vida. Então, Rebeca acaba conhecendo Eric, um rapaz que se encaixa em todos os requisitos listados pela cartomante e além de tudo é um fofo. Porém, ela ainda não teve 13 namorados e precisa sair com mais alguns caras antes de finalmente poder sair com Eric e fazer com que ele seja o décimo terceiro. É aí que ela acaba conhecendo Karl, que faz com que ela fique extremamente confusa em relação ao que pensa sentir por Eric.


A Rebeca tem uma personalidade incrível! Ela é forte e corajosa. Até o fato dela ser cética eu gostei. Ela é uma mocinha real, que luta pelo que quer e não deixa nenhum ente querido para trás. Me irritei um pouquinho com algumas atitudes dela, mas ela agiu de acordo com o que acreditava.

Outro personagem que gostei muito foi o Karl, ex-lutador de MMA! Eu queria esganar ele às vezes, mas mesmo assim, ele derreteu meu coração. Tem capítulos nos quais o leitor vê a história pelos olhos do Karl e é muito legal ver a forma como ele pensa. Além disso, ele também tem toda uma história, um passado que tem um grave acidente de moto e uma ex-namorada (que eu odiei, inclusive).

A escrita da autora está impecável,mais uma vez. Os capítulos são divididos entre a Rebeca e o Karl e podemos ver um pouco sobre o que cada um vai sentindo com o decorrer da história, em primeira pessoa.

O que me chamou muito a atenção foram as reviravoltas que aconteceram durante o enredo. Em uma página era calmaria, na outra era gritaria, risos. Eu, enquanto leitora, não estava preparada pras coisas que a autora preparou. Por outro lado, se tem algo que me impediu de dar 5 estrelas para esse livro, foi que parece que tudo que aconteceu na história era para que a Rebeca deixasse de ser cética. Parece que a cartomante brincou com a vida dela e não acho que nenhuma entidade realmente faria isso. É por isso que temos livre arbítrio, né? Então, para mim, o desfecho não funcionou, mas todo o restante da obra sim!

Quero ler cada vez mais livros da autora, amei a escrita dela! Vocês já leram Treze? O que acharam? Beijos

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Resenha: Bela Gratidão - Corey Ann Haydu

15 dezembro 2017
Bela Gratidão
Autora: Corey Ann Haydu
Páginas: 432
Editora: Galera Record
Livro cedido pela editora para divulgação. 

"Um romance sobre amadurecimento e a dureza de crescer em uma cultura que exige das mulheres nada menos que a perfeição. Corey Ann Haydu explora as complexidades da família, os limites do amor e quão duro é crescer em uma cultura que premia a beleza acima de qualquer outra coisa e cobra das mulheres nada menos que a perfeição. Uma leitura atual que dialoga direta e honestamente com a multiplicidade de questões enfrentadas por adolescentes e jovens no mundo todo – a confusão do primeiro amor, os dramas familiares e a construção da própria identidade no meio de toda essa loucura. O livro está cheio de personagens realistas, que tropeçam nos próprios medos e cometem erros com alguns dos quais é impossível não se identificar. Montana e sua irmã Arizona têm um pacto desde que a mãe as deixou: São elas duas contra todo o mundo. Com o pai sempre imerso em relacionamentos tóxicos e uma sucessão de madrastas essa foi a maneira que encontraram de seguir em frente. Mas agora que Arizona foi para a faculdade Montana se sente deixada pra trás e perdida, mergulhando em uma amizade vertiginosa e empolgante com a ousada Karissa. No meio disso tudo, Montana encontra uma distração em Bernardo. Resta saber se Montana têm a confiança necessária no que sentem um pelo outro para encaixar Bernardo na sua vida imperfeita."

Olá! Tudo bem?
Bela Gratidão é um livro de Corey Ann Haydu, a mesma autora de "Uma história de amor e toc". O livro é narrado em primeira pessoa por Montana, uma adolescente de 17 anos que foi abandonada pela sua mãe quando era criança e passou a viver com o pai que é cirurgião plástico e com a irmã, Arizona.

Montana passou a vida vendo seu pai se casando muitas e muitas vezes e todas essas vezes nenhuma deu certo. Depois que sua irmã vai para a faculdade, Montana se sente mais sozinha do que nunca já que seu pai acabara de terminar mais um relacionamento. Com a falta da irmã, Montana passa a sair com Karissa, uma menina ousada e extrovertida da aula de teatro que faz com que Montana a queira na sua vida. E temos Bernardo, um garoto que flerta com Montana de longe no parque que os dois frequentam em Nova Iorque e os dois acabam se apaixonando.


Porém, quando Arizona volta para a casa no verão, Sean, pai das meninas, anuncia mais uma namorada, mas essa é bem diferente das outras e causará muito mais impacto em Arizona e Montana do que as outras.

"Eu sou um território. Eu sou uma coisa na qual as pessoas colocam bandeiras. Querem declarar que pertenço a elas. Isso é uma coisa totalmente nova. Eu estou acostumada a ser uma coisa abandonada. Uma meia esquecida ou um brinquedo que já não se quer mais, uma lembrança vaga e simbólica de uma época da sua vida".

O livro é narrado de forma clara pela protagonista, mostrando tudo do seu ponto de vista e revelando como ela se sente, uma garota frágil que necessita da atenção do pai que só pensa em se casar muitas e muitas vezes. O livro aborda temas como o padrão de garotas "perfeitas", o pai de Montana como cirurgião plástico vê defeitos em todas as mulheres e necessita "arrumá-las", inclusive suas ex-mulheres e suas próprias filhas.

Os personagens são tão reais que realmente parece que eu já tive a oportunidade de conhecê-los pela interação que a protagonista tem com o leitor. Montana é uma adolescente frágil que se sente muito sozinha, que narra como o pai se esquece das filhas e foca nas mulheres que pretende conhecer. Arizona é uma adulta grossa e realista, não acredita no amor que é rápido demais e também não apóia as decisões do pai com relação as mulheres. Bernardo é um garoto doce, querido e amável, mostra que é completamente apaixonado por Montana a ponto de fazer loucuras como pintar o cabelo de rosa e ele com certeza foi o meu personagem preferido do livro.

Karissa é uma personagem empolgante, divertida e extremamente l-o-u-c-a, se torna a melhor amiga de Montana e passa a sair com ela todas as noites, frequentando bares sujos onde as duas conversam sobre a vida e os problemas da vida e acabam se entendendo. Karissa é uma personagem que te cativa no início do livro, uma personagem única.

A capa do livro é a mais fofa que eu já vi (um pouco diferente do enredo do livro rsrs) e muito linda que deixa os olhos brilhando ao ver a capa. A respeito do título do livro, se refere ao diário de Montana que é um diário de gratidão onde ela lista três coisas pelas quais ela é grata como um verão sem madrastas. Esse diário é incrível e pensei até em aderir!

O livro é maravilhoso, aborda assuntos que ainda não tinha lido em livros e além disso tem uma trama incrível.

Paula Nunes.

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Resenha: Boa Noite - Pam Gonçalves.

21 outubro 2016

Boa Noite
Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera Record
Páginas: 240. 

Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação - em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Oi, gente. Tudo bem?
Esse livro foi uma boa surpresa para mim, que estava tentando não criar expectativas em relação a ele. Eu sou grande fã do canal da Pam e não queria me decepcionar. Mas, fiquei bem feliz com a leitura e vou explicar os motivos.

Sem querer repetir muito a sinopse... Ao entrar na universidade para o curso de Engenharia da Computação, Alina entra também para uma república, onde moram outras três pessoas: Gustavo, Manu e Talita. E esses três e as festas para as quais eles levam a Alina são o ponto alto da vida dela, já que na turma dela, repleta de rapazes que acreditam que esse curso não é para meninas, ela não se sente bem. Alina acaba conhecendo um rapaz, só que ele não parece tão confiável assim aos olhos do leitor. Ao mesmo tempo, várias meninas tem sido dopadas nas festas da universidade.

O que eu mais gostei nesse livro foi o foco na questão dos abusos sexuais. O romance da protagonista ficou como plano de fundo e não como principal. Fiquei muito feliz que a Pam tenha usado o livro dela para conscientizar, além de entreter. Outro ponto que me chamou muito a atenção, positivamente, foi a diversidade: podemos ver a questão do machismo, racismo, homofobia...

Os personagens escritos pela Pam são bem diferentes e característicos, não tem como confundi-los. E agora meu novo crush literário é o Gustavo <3 A Pam disse que Boa Noite não terá continuação, mas talvez spin-off com a Manu e fiquei bem feliz por isso!

Eu gostei da escrita da Pam, achei bem simples, fácil de entender, mas confesso que fiquei com um pé atrás com a narrativa em primeira pessoa. Outro fator que me fez não dar cinco estrelas para este livro foi a questão dos estereótipos dos cursos da faculdade. Acredito que nem em todos os lugares os cursos citados tem esses rótulos. 

A foto tá sem qualidade, mas valeu a pena! 

Alguém já leu Boa Noite? Me contem o que acharam! Beijos <3 


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Resenha: Em busca de Cinderela - Colleen Hoover.

13 maio 2016
Em Busca de Cinderela
Hopeless
Autora: Colleen Hoover.
Páginas: 160. 
Editora: Galera Record. 
Comprar: Cultura | Amazon | Folha

Neste conto da bem-sucedida e adorada série Hopeless, o leitor conhecerá melhor dois personagens secundários de "Um caso perdido". Daniel está no breu do armário de vassouras da escola – o perfeito esconderijo para quem quer fugir do mundo real –, quando uma garota literalmente cai em cima dele. Às cegas, os dois vivem um curto romance, mesmo sem acreditar muito no amor. No fim a garota foge, como se realmente fosse a Cinderela e tivesse uma carruagem prestes a virar abóbora. Um ano depois, Daniel e sua princesa se reencontram, e percebem que é possível nutrir um amor de conto de fadas por alguém completamente real. Juntos, os dois irão perceber que fora do faz de conta, ficar juntos é bem mais difícil e os problemas de um casal são muito reais.

Em Busca de Cinderela é um livro da Série Hopeless (que não é exatamente uma série), escrita pela adorada Colleen Hoover. Neste livro, apesar de estarem presentes, Holder () e Sky não são os protagonistas, mas sim seus melhores amigos: Daniel, melhor amigo de Holder e Six, melhor amiga de Sky. Para quem não lembra, aqui no blog já resenhamos o primeiro volume, Um Caso Perdido (no qual chorei horrores) e o segundo volume, Sem Esperança, que conseguiu ser ainda melhor. O legal é que dá para ler Em Busca de Cinderela sem ter lido os dois anteriores.

Todo mundo leu a sinopse? Eu sei que não, então vou resumir para vocês: Pelo primeiro livro, sabemos que Six tem fama de vadia na escola, ela acaba sofrendo xingamentos e em uma dessas vezes, se esconde no armário de vassouras da escola completamente escuro, quando encontra com um garoto legal e engraçado com quem fica conversando. Na segunda vez em que encontra esse garoto, eles transam e, depois disso, ela vai embora.

Do outro lado, temos Daniel, que fica bobo sonhando acordado com a garota que conheceu no armário de vassouras. Ele volta lá inúmeras vezes, mas nunca mais a encontra. Mais tarde, ele começa a namorar uma menina chamada Val (ou não, o nome dela é um mistério, risos), mas sem nunca esquecer sua Cinderela.

Esse encontro deles no armário acontece antes mesmo de Sky e Holder se conhecerem no volume I da série, mas Six e Daniel só vão se encontrar novamente um ano depois, quando seus melhores amigos já estão namorando e sua história já foi resolvida. O que aconteceu nesse um ano "sem Six" (e não é spoiler) é que ela vai passar um ano fora em um intercâmbio. E quando volta, ela e Daniel se interessam um pelo outro, mas nenhum deles sabe que já se encontraram antes. 


Esse livro é lindo e maravilhoso. Fim de resenha. Adeus.

Ok, estou brincando! Mas, sim, eu não esperava menos da Colleen Hoover. Quando eu li Um Caso Perdido e Sem Esperança, não só fiquei apaixonada pela Sky e SUPER apaixonada pelo Holder, como também pela Six e pelo Daniel, mesmo eles aparecendo em partes tão curtas. Quando eu soube que Em Busca de Cinderela ia sair no Brasil, fiquei muito feliz e logo na pré-venda já comprei - pois é, desde lá estou para fazer essa resenha, mas sempre acabava esquecendo.

A Six tem uma personalidade forte e é muito engraçada, o que faz com que Daniel fique apaixonado logo de início, mas Holder não quer que Daniel e Six namorem para não acabar estragando o relacionamento dele com a Sky, o que faz com que eles fiquem juntos escondidos, mas na frente dos amigos finjam que se odeiam. É muito legal ver essa dinâmica entre todos eles. Além disso, a autora tem uma escrita super fácil. Ah, e foi muito bom ver o Holder de novo 

Claro que o livro não seria apenas bonitinho e engraçado, afinal é obra da Colleen Hoover! Ou seja, tem aquelas partes que fazem nossos corações se esmigalharem de sofrimento, claro. Eu já queria convocar o FBI, CIA e todo mundo para resolvermos o problema, do qual não vou falar aqui, porque é spoiler e vocês me matariam.

Mas, sim sim sim e sim, eu recomendo esse livro e não, não estou sendo imparcial, porque adoro essa autora e quero ler tudo que ela escreve na vida, desde redações da escola à to do list. Então, leiam! E, depois, me falem o que acharam! Beijos <3 

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Postagem válida para o Top Comentarista de Maio de 2016.

Resenha: Sem Esperança - Colleen Hoover.

29 março 2015

Título: Sem Esperança.
Título Original: Losing Hope.
Autora: Colleen Hoover.
Série: Hopeless.
Páginas: 320.
Editora: Galera Record.
Classificação: 5/5.
Resenha do primeiro volume.
*Post válido para o Top Comentarista de Março*

Assombrado pela culpa e pelo remorso por não conseguir salvar Hope nem Less, Holder desenvolveu uma personalidade agressiva. Mas, quando finalmente se depara com Hope depois de tantos anos, não poderia imaginar que o sofrimento seria ainda maior após o reencontro. Em Sem esperança, Holder revela como os acontecimentos da infância de Hope, que agora se chama Sky, afetaram sua vida e sua família, fazendo-o buscar a própria redenção na possibilidade de salvá-la. Mas é apenas amando Sky que ele finalmente será capaz de começar a se reconciliar com si mesmo.

Sem Esperança, da Colleen Hoover, publicado pela Galera Record, é o segundo volume da Série Hopeless. Este livro conta a mesma história do primeiro, mas à partir do ponto de vista de Holder e não de Sky.

Neste segundo volume, os primeiros seis capítulos são inteiramente do Holder, sobre como a vida dele era antes de "Um Caso Perdido", sobre a morte de sua irmã gêmea, Less. Podemos perceber como a trajetória dele até encontrar Sky foi difícil e também percebemos o quanto Holder pode ser protetor, agressivo e extremamente intenso. Como eu também disse na resenha do primeiro livro: pura emoção.

Tenho certeza de que é cedo demais para amá-la, mas caraca. Sky tem que parar de fazer essas coisas inesperadas que me deixam com vontade de acelerar o que quer que esteja acontecendo entre a gente. Porque quero beijá-la e fazer amor com ela e casar com ela e quero que ela tenha os meus filhos e quero que tudo aconteça essa noite.

Depois disso, passamos a ver os sentimentos conflitantes que ele tem em relação à Sky, depois que ele a encontra no mercado. Ele já a conhecia ou não? Ele deve contar o que sabe à ela o que sabe ou não? Mas, o que mais me chamou atenção, foi que o tempo todo ele pensava no bem dela. Lembro  de como fiquei aflita, lendo Um Caso Perdido, pensando o que Holder estava fazendo quando sumia, porque ele agia de determinada maneira. E agora, ao ler Sem Esperança, eu soube de todos os motivos dele para cada ação. E isso foi perfeito! 

Outro ponto positivo, foi a forma como ele encontrou para se comunicar com Less: um caderno. Ele escrevia para ela tanto as coisas que ele pensava, quanto as coisas que aconteciam em seu dia a dia. Eu adorei cada uma dessas cartas, era quase como se ele realmente estivesse conversando com ela. E, o tempo todo, eu queria que ela estivesse viva, que ela voltasse.

Breckin, amigo de Sky, volta neste volume, ainda mais fofo (se é possível) que no anterior. Também somos apresentados à Daniel, melhor amigo de Holder. E eu, simplesmente, o adorei. Ele tem uma personalidade incrível, é engraçado e é um amigo fiel.

O livro excedeu minhas expectativas. Apesar de recontar a história do primeiro livro, não foi tão repetitivo quanto pensei que seria. Temos os seis capítulos iniciais cheios de coisas novas e também os capítulos finais, que nos contam o que aconteceu depois do final de "Um Caso Perdido" e isso acalmou minha alma. Além disso, muitas das partes "iguais" às do primeiro livro eram resumidas neste, já que já sabíamos, ou interpretadas de um jeito completamente diferente, já que estávamos vendo pelo ponto de vista do Holder.

Esse é um livro sobre luto, sobre superação, seguir em frente. Só posso dizer que me apaixonei ainda mais pela narrativa da autora, pela própria autora e por seus personagens. Fico muito feliz por ter dado chance ao livro (mesmo sem ter gostado dessa capa). Se você leu Um Caso Perdido - e gostou, sei que sim - leia Sem Esperança.

Super beijos <3

*Post válido para o Top Comentarista de Março*

Resenha: Nick & Norah - David Levithan e Rachel Cohn

04 fevereiro 2015


Título: Nick & Norah – uma noite de amor e música
Autores: David Levithan e Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Lançamento: 2009
Nota: 5/5 estrelas

Tudo começa quando Nick pede a Norah para fingir ser sua namorada por 5 minutos. É o tempo de que ele precisa para evitar a árdua (e dolorosa) tarefa de encarar a ex-namorada, que acaba de chegar (acompanhada) para assistir ao seu show. Também vagando pela terra dos corações partidos, Norah aceita. Que mal podia haver nisso?
E é isso. Um único beijo basta para levar Nick e Norah por uma aventura pelos bastidores de Nova York — em um encontro repleto de alegria, ansiedade, confusão e entusiasmo, como de e ser a primeira vez.Aparentemente sem nada em comum a não ser o gosto musical. O encontro casual os leva por uma noite interminável e surpreendente em busca do lugar onde está rolando um show secreto de uma banda lendária, alternando as vozes de Nick e Norah, David Levithan e Rachel Cohn assinam um romance divertido, elétrico e sexy sobre música, paixão e adolescência.

 
Olá pessoas!

Hoje e a resenha da vez é de um livro que deveria ter ficado famoso se a publicidade fosse bem aproveitada. Mas, apesar de não ter sido visto nas livrarias, merece 5 estrelas ;)

Eu adoro David Levithan desde que li “Will & Will”, uma obra dele com John Green. Quem já leu essa obra e não gostou por conta dos palavrões, aviso: passe longe. Da mesma forma como notei quem era JG no W&W, pude perceber que escrever palavrão na boca de adolescentes é quem David Levithan é; ele gosta de colocar essa realidade, sem fingir de politicamente correto na literatura.

O livro é punk. Não, não estou dizendo isso como adjetivo, mas de forma literal: tanto Nick quanto Norah curtem o movimento punk, e o leitor muitas vezes pode se ver perdido na quantidade de referências musicais. Eu me considerava punk na minha adolescência, com roupas pretas, spikes e ouvindo Nirvana e Pearl Jeam, mas N&N me fizeram sentir-me uma Barbie patricinha que não sabia de nada. Logo, se você tem um gosto musical de extremo oposto (samba, pagode), dificilmente compreenderá boa parte do livro xD

Nick teve um péssimo término de namoro, e ainda é apaixonado por Tris. Mas após três semanas, em pleno show da banda dele, su ex aparece – ainda por cima, acompanhada. Desesperado para não se sentir mais humilhado, ele vira para a garota ao lado e pede para que ela seja sua namorada por 5 minutos. Norah é uma garota judia e careta, como ela mesma se define. Quando um estranho, ainda que bonitinho, lhe pede pra ser sua falsa namorada, ela não está disposta a aceitar. Mas então ela vê Tris vindo em sua direção... Tris, sua pedra no sapato desde o sexto ano! Esperando desmotivá-la a não se falarem, ela aceita o pedido do estranho passando as mãos por seu pescoço e o beijando.

Sim, senhoras e senhores, Nick e Norah tem em comum a Tris, uma personagem muito peculiar. Ela é a vadia arrasadora de corações que deixou o Nick sofrendo, mas é uma garota única, algo que vamos percebendo ao longo do livro.

Eu adorei o livro por vários motivos. Não sei quem de vocês já leu ou ouviu falar de “Eleanor & Park”, da Raibow Rowell; mas, para todos os efeitos, seria o mesmo tipo de situação: um livro em que mostra um casal jovem se apaixonando. A diferença é: eu não gostei de E&P, pois achei o relacionamento falso. Já com Nick e Norah, senti algo mais verdadeiro, como se tudo que eles vivessem e sentissem pudesse mesmo acontecer. A confusão, o medo do novo, de confiar novamente... Aquele momento em que você não sabe o que o outro está pensando, e se estão realmente se dando bem ou se é fruto da própria imaginação...

Não sei se ainda me importo em deduzir se Nick é gay, hetero ou alguma coisa entre os dois. Estou pensando que gostaria de dançar na chuva com essa pessoa.
Eu gostaria de me deitar ao lado dele no escuro e vê-lo respirar, vê-lo dormir e me perguntar o que ele está sonhando e não sentir complexo de inferioridade se os sonhos dele não forem sobre mim.
Não sei se Nick e eu vamos ser amigos ou amantes, ou se ele será uma decepção além de tedioso, mas o que quer que Nick e eu venhamos a ser um para o outro, não pode ser – não ia ser – só uma ficada de uma noite.

Tudo que Nick e Norah sentem, nós já sentimos em algum momento. Somos seres confusos quando se trata de nos relacionar amorosamente, e o livro deixa isso bem explícito. Lógico, por ser David Levithan, não espere nada normal: temos um bar que realiza show punks além de ser ter shows eróticos com travestis vestidos de freiras e fazendo uma adaptação de “A Noviça Rebelde” (?!). Sim, nada do cenário do livro é muito normal rs

Não esperem cenas inocentes de casais que só dão as mãos, também; podem ser adolescentes, mas David Levithan retrata os da época atual, que, sinto muito, não são tão inocentes assim xD

Enfim, eu amei o livro, e torcia feito louca pra que o casal desse certo. O final ficou meio em aberto, mas mostrando a direção que foi tomada, o que já foi bom. Então, se você curte ou simpatiza com o punk, não é homofóbico (há muitos gays legais nesse livro!) e não tem problemas com palavrões, possivelmente irá adorar tanto quanto eu :)

E uma curiosidade: existe um filme produzido em 2008, com base nesse livro. Obviamente, vou assistir ainda essa semana :3

Até logo! o/



Izandra.



Resenha: Ai, meus deuses! - Tera Lynn Childs

19 janeiro 2015

Livro: Ai, meus Deuses!
Autora: Tera Lynn Childs
Editora: Galera Record (Junior)
Lançamento: 2014
Nota: 4/5 estrelas
  
A vida de Phoebe Castro vira do avesso quando sua mãe anuncia que irá se casar com um estranho misterioso. Para completar, as duas terão que se mudar para o outro lado do mundo: a Grécia! Phoebe terá que dizer adeus ao sonho de cursar a mesma universidade que suas melhores amigas... Como se tudo isso não bastasse, ela ainda terá que frequentar uma escola superexclusiva na qual seu padrasto é o diretor. E os alunos são tudo, menos comuns — são descendentes dos deuses gregos e com direito a superpoderes! Se Phoebe achava o ensino médio difícil, ela já sabe que a vida ali vai ser um sofrimento de matar.




Olá pessoas!

Trago hoje a resenha de uma autora para o qual resolvi dar uma segunda chance, devido à uma sinopse atrativa, e não me arrependi!

Já havia lido outro livro da Tera Lynn Childs, chamado “No Fundo do Amor”, e detestei. Mesmo levando em conta que é voltado para um público mais jovem — até uns 16 anos –, ainda o achei extremamente imaturo e mal escrito em toda sua estrutura. Mas não estou falando dele nessa resenha, e sim, de “Ai, meus Deuses!”

Curiosamente, este livro foi publicado pelo selo junior da Galera Record, que já é voltado para o público infantojuvenil. A parte curiosa? Achei este livro mais maduro que “No Fundo do Amor” em muitos pontos. Vejam bem, ainda é um livro infantojuvenil; logo, você tem situações como, por exemplo, uma inimiga que acaba virando uma espécie de amiga, porque nesses livros ninguém pode ser inimigo de verdade, não é mesmo? xD

Phoebe é uma corredora nata, e tem o sonho de entrar na USC (Universidade do Sul da Califórnia) desde criança, junto de suas amigas de infância. Mas sua mãe, após fazer uma viagem em família, volta noiva de um grego e decide que elas devem se mudar para lá. Junto de uma meia-irmã malvada e um padrasto gente boa, ela descobre que o colégio onde vai estudar é frequentado por descendentes dos deuses gregos, todos com poderes sobrenaturais, e ela será a única nathos — não grega — do lugar.

Achei a personagem principal, Phoebe, bem madura (ok, tem algumas crises de imaturidade com sua mãe), e conduzindo bem as mudanças em sua vida durante esse processo, especialmente em um livro infantojuvenil. Abaixo, um trecho de quando ela conhece sua meia-irmã:

— Espero que esteja preparada para ter pesadelos acordada, kako, porque essa escola vai engolir e mastigar você, depois vai cuspir e lançar os pedacinhos que sobraram num jato de vômito direto até Hades. 
Mamãe sorri na minha direção. Eu sussurro de volta:
— Eu sobrevivi a animadoras de torcida bronzeadas e lindas, a um ex-namorado caçador de vagabundas e a cinco anos de corridas em um acampamento. Não tenho medo de nenhuma garota que acredita em mitos antigos, que tem luzes horrendas nos cabelos e um nariz digno da Barbra Streisand.
Ao encontrar o olhar da minha mãe dou um sorriso enorme, independentemente de Stella estar me apertando com tanta força nas costelas. Dou um pisão nos dedos dos pés dela, nas unhas recém-feitas, e estou livre.
— Estamos prontas — digo, pegando minha mochila no deque.

Como podem ver, a Phoebe tem personalidade, uma característica que amo em protagonistas. Certo, há aquelas reações clichês, especialmente quando ela conhece o Griffin, que, logicamente, é o sr. popular do colégio e que está a milhas de distância dela. Mas todo mundo sabe como é o final de um relacionamento desses, certo? Não é nem spoiler dizer que sempre acabam juntos. Ao menos, neste livro, a personagem não é uma menininha tímida e com problemas de autoestima, mas uma garota de atitude.

Outra coisa que me chamou a atenção e que gostei foi que a autora não bateu naquela tecla de quais são os melhores deuses gregos e tudo mais. Por exemplo, quem conhecea série  “Percy Jackson” do Rick Riordan sabe que tem aquela velha história de os três deuses mais poderosos serem Zeus, Poseidon e Hades. Mas nesse livro, os grupos sociais são mais diversificados; por exemplo, os descendentes de Hera são muito populares, por terem ligação com Zeus. E os de Poseidon são um bando de surfistas sem cérebro ;P

Mas por que eu dei só 4 estrelas? Por muitos erros de revisão da editora no ebook, daqueles em que se emenda o diálogo com o parágrafo descritivo seguinte. Isso irrita, pois você nunca sabe se a personagem terminou de falar ou não. E isso foi no ebook; não sei dizer se a edição física está assim. De toda forma, fica a dica para não lerem o livro digital rsrs

E um pouquinho da nota foi perdida por eu não ser especificamente o público destinado, confesso. Por mais que tenha gostado do livro e ele tenha me proporcionado bons momentos durante a leitura, não consigo dar cinco estrelas para um livro abaixo da minha maturidade. E não digo que um livro precise ser hot para me agradar, mas só ter situações [sociais] mais críveis. A parte dos deuses tudo bem, já que eu curto literatura fantástica xD

Enfim, fica a dica de leitura pra quem está procurando um romance jovem e com jeitinho diferente. Ou então, um livro que trate mitologia grega de uma forma mais leve :)

Até Logo! o/

Izandra.

Resenha: Métrica - Colleen Hoover

13 dezembro 2014


Título: Métrica (Slammed #1)
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Lançamento: 2013
Nota: 4/5 estrelas

O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entende-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.



Olá pessoas!

Trago hoje a resenha de mais uma obra da Colleen Hoover. A Roberta resenhou “Um Caso Perdido” aqui, e minha opinião é igual a dela: o livro é muito bom! Por isso resolvi ler outro da autora, e não me arrependi.

“Métrica” é aquele tipo de livro cujo título não deveria ser traduzido, pois perde todo o sentido. Veja bem, em inglês é “Slammed”, justamente porque durante toda a obra somos apresentados ao Slam, uma forma de se recitar poesias. Ao traduzir para “Métrica”, perdeu-se o cerne do livro... Fazer o quê -.-’

Sendo sincera, eu não curto poesias. Nesse livro, então, as tais poesias são do tipo que não possuem rima nenhuma, e minha falta de imaginação não conseguiu me deixar ver todo o efeito que os personagens descreviam... Por outro lado, essas mesmas poesias descreviam sentimentos que os personagens tinham, nos fazendo entendê-los melhor. Por isso, ponto para a autora :)

O livro começa com um clichê que estamos acostumadas, a famosa relação proibida entre aluna e professor. Eu não tinha lido a sinopse do livro, e nem acho que ela diz muita coisa. Mas, na medida em que fui lendo, foi impossível não me prender ao livro.
É muito mais do que um relacionamento proibido; há muito drama envolvendo a família de Layken, assim como a história de Will (o vizinho por quem ela se apaixona). E a mãe de Layken... Gente, eu adorei a Julia! Ela é o tipo de pessoa que todo mundo gostaria de conhecer, ou até mesmo ter como mãe. Ela dá cada conselho incrível!


– Toda mulher deve ser capaz de responder três perguntas antes de se comprometer com um homem. Se disser ‘não’ a qualquer uma das três, saia correndo.
(...)
– Ele a trata com respeito o tempo inteiro? Essa é a primeira pergunta. A segunda é: se, daqui a vinte anos, ele fosse exatamente a mesma pessoa que é hoje, você ainda assim se casaria com ele? E, finalmente, ele faz com que você queira ser uma pessoa melhor? Se conseguir responder ‘sim’ às três em relação a uma pessoa, então encontrou um homem decente.


Isso sem falar nos irmãos menores da Layken e Will, o Kel e o Caulder, que nos dão uma lição de vida durante toda a história. Quem dera se eu fosse tão sábia aos 9 anos de idade...

Enfim, não posso falar muito, ou revelarei muitos spoilers (já não basta eu ter falado da relação proibida). Mas saibam que, independente desse clichê inicial, o livro vale a pena ser lido. Se você curte poesia, então, é obrigatório!

Até logo! o/

Izandra.



Resenha: Um Caso Perdido - Colleen Hoover.

08 outubro 2014


A verdade pode libertá-la.
Ou simplesmente trucidá-la. 

Título: Um Caso Perdido.
Título Original: Hopeless.
Autor: Colleen Hoover.
Editora: Galera Record.
Páginas: 384.
Classificação: 5/5.

Sinopse: Sky cataloga garotos como sabores de sorvete. Alguns são baunilha, outros um pouco mais ousados. Mas nenhum a empolga. Em seu último ano de escola, conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.


Colleen Hoover ficou famosa no país com a estreia de Métrica e este ano, a editora Galera Record lançou o livro Um Caso Perdido, também da autora. Este é o primeiro livro da série Hopeless.





























Li este livro em agosto, mas deixei para fazer a resenha quando estivesse mais inspirada, pois esse livro merece toda a minha inspiração. Essa leitura consegue, ao mesmo tempo, te deixar aflita e tranquila. É reconfortante e instigante. E, com certeza, estará no TOP 5 do ano.

Sky foi educada em casa, por uma mãe um tanto diferente, que não permitia que a menina tivesse acesso a televisão, internet, celular e etc. Porém, no último ano do ensino médio, Sky decide estudar na mesma escola que sua melhor amiga e vizinha, Six, estuda. As duas amigas não tem uma reputação muito boa, já que vivem levando meninos para seus respectivos quartos. O que ninguém sabe é que Sky não vai para a cama com esses meninos, mas apenas fica com eles. Um pouco antes das aulas começarem, Six parte para outro país em um intercâmbio, deixando Sky ir para a escola enfrentar os tais boatos sozinha. 

É na escola que Sky vê Holder pela primeira vez, mas ele não a nota. Mais tarde, no mercado, acontece algo que nunca havia acontecido antes, nem mesmo com os meninos que frequentavam o quarto de Sky: ela se sente muito atraída. Além disso, Holder acha que conhece Sky de algum lugar. O que já nos deixa com uma pulguinha atrás da orelha.

"Fodam-se todas as primeiras vezes, Sky. A única coisa que importa para mim com você são os para sempre."

Holder e Sky engatam um relacionamento conturbado. O garoto parece ser bipolar e deixa tanto a protagonista quanto nós, leitoras, confusas. Mas, o modo como os dois interagem é palpável. É quase como um relacionamento real, com idas e vindas. Não é aquele coisa banal do "amor a primeira vista". Eles se sentem atraídos um pelo outro e com o tempo vão se apaixonando.







A autora excedeu minhas expectativas. Eu não li Métrica e não estava esperando tanto de Um Caso Perdido, mas fui surpreendida de uma forma boa. O livro tem diversos pontos positivos, o enredo é ótimo e os personagens são cativantes. Além disso, há várias reviravoltas de tirar o fôlego. Quando você acha que entendeu a linha que o livro segue, a autora vai lá e muda completamente o padrão.

Há também a parte do mistério. Você quer saber qual o passado do Holder, se os boatos sobre ele são verdadeiros, se ele e Sky realmente já se conheciam... Por isso e por outros motivos, o livro te prende, tanto que eu não o larguei enquanto não terminei a leitura.

A personalidade da personagem principal me cativou, mas quem me conquistou foi mesmo o Holder. Por mais segredos que ele tenha, ele é sempre um fofo, mesmo quando é estranho, mesmo quando não entendemos seus motivos para ser assim.

Enfim, esse livro pode ser definido como "pura emoção", pois foi assim que me senti. Fazia um tempo que um livro não me tocava dessa forma, mesmo eu não tendo gostado de alguns detalhes no final da obra. Mas, esses detalhes são minúsculos perto de tantos fatores bons que a autora soube construir. Digamos que Colleen Hoover ganhou uma nova fã!

Palavras-chave: Superação. Intensidade. Emoção.

Resenha premiada: Princesa Adormecida - Paula Pimenta.

15 junho 2014
Título: Princesa Adormecida.
Autor: Paula Pimenta.
Editora: Galera Record.
Páginas: 192.

Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida?

Olá, como estão?

Comprei o livro "Princesa Adormecida" nas lojas Saraiva perto do local onde trabalho. Não deveria, pois já havia comprado nove livros (sim, nove!) no Submarino. Mas, chegou a hora do meu almoço e eu pensei "vou dar apenas uma olhada nos livros novos". Entrei na Saraiva e saí com três livros: "A aposta", "O chamado do Cuco" e "Princesa adormecida". Este último entrou na minha sacola, pois era um lançamento da Editora Record e eu nunca li um livro da editora (não que eu lembre) e porque eu queria conhecer a escrita da autora, Paula Pimenta, já que todos falam muito bem dela. Além disso, como outra história baseada na "Bela Adormecida" está nos cinemas, eu queria ver se as duas histórias tinham algo em comum.

O livro é bem escrito. A autora escreve de forma simples fazendo deste um livro fácil de ser lido. Podemos dizer que não é aquele tipo de obra que temos que ler algum parágrafo mais de uma vez para entendê-lo. Para vocês terem noção, eu li o livro em menos de duas horas. 

Lendo a sinopse (essa aí em cima) eu havia imaginado o livro completamente diferente. Pensei que a protagonista vivesse a vida dela aqui no Brasil, com os tios dela, estudasse, namorasse e etc... E então, de repente, acordava e percebia que tudo não passara de um sonho, que nada daquilo que ela vivera havia realmente existido e que ela estivera dormindo por todo esse tempo. Mas, não foi assim.

O livro conta a história de Anna Rosa - ou Áurea -, uma menina que vive no Brasil com os tios Petrônio, Fausto e Florindo (seriam as três fadas?) já que seus pais morreram. Ela estuda em uma escola interna e volta para casa apenas aos finais de semana. Isso até ela perceber que as amigas dela não voltam mais para casa, mas saem para bares e festas, se divertem e conhecem meninos. Porém, seus tios nunca a deixam sair nem falar com estranhos por causa de uma história boba de uma mulher perigosa que tentou sequestrá-la alguns anos atrás. Ok, mas e o fato de ela dormir e ao acordar perceber que a sua vida tinha sido uma mentira? Isso não posso contar, pois acontece quase no final do livro e seria um grande spoiler. Só posso dizer que ela estava acordada esse tempo todo.

Este livro é direcionado a pré-adolescentes e adolescentes, portanto eu aos meus 21 anos, não achei que o livro seja tudo de bom ou com uma lição de moral a ser dada. Ele é bem escrito e fofo, apenas isso, nada muito complicado. É aquele livro que você lê e sabe que terá um final feliz. A escola e as amigas de Rosa me fizeram lembrar dos meus 15 anos, as coisas que eu pensava e falava. Além disso, temos o Phil, que escreve coisas para Anna Rosa, que qualquer menina gostaria de receber. A questão é: Phill é mocinho ou é vilão? Vocês terão que ler para saber.

As meninas românticas, que gostam em contos de fadas e acreditam em finais felizes: leiam este livro. Vocês não se arrependerão.

Então, como vocês viram no título, esta é uma resenha premiada! Se você quer ganhar esse livro se inscreve aí em baixo e concorra. As entradas obrigatórias são: seguir o blog pelo GFC, curtir a Fanpage e comentar nessa resenha. Você tem chance extra se seguir o nosso Twitter. Boa sorte.

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4. Em caso de dúvidas, entre em contato: bloglivrosecores@gmail.com.
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